Entre máscaras, slasher e jogos de identidade, “Pânico” segue influenciando histórias onde o terror nasce da dúvida e o assassino pode ser qualquer um

Desde 1996, a franquia “Pânico” redefiniu o terror slasher ao combinar assassinatos, mistério e comentários diretos sobre o próprio gênero. O uso da metalinguagem, a figura do assassino mascarado e a investigação conduzida pelo público se tornaram marcas registradas da saga. Esse modelo segue influenciando produções atuais do cinema e do streaming.

Ao longo dos anos, filmes e séries passaram a adotar estruturas semelhantes. Narrativas centradas em grupos de jovens. Crimes conectados ao passado. Vilões que conhecem as regras do terror. O suspense não está apenas nas mortes, mas na revelação da identidade do assassino.

Para quem acompanha essa franquia e quer explorar histórias com a mesma lógica narrativa, o streaming oferece opções que dialogam diretamente com esse universo. A seguir, reunimos dicas de filmes e séries de terror que mantêm o foco no mistério, no legado da violência e na tensão construída a partir da dúvida.

1 – Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997)

"Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado"
Ryan Phillippe, Sarah Michelle Gellar, Jennifer Love Hewitt e Freddie Prinze Jr. | Crédito: Reprodução/IMDB

O filme acompanha um grupo de jovens que tenta seguir a vida após um acidente ocorrido durante uma noite aparentemente banal. Um ano depois, o passado retorna em forma de ameaças anônimas e perseguições constantes. A narrativa se desenvolve a partir do medo da exposição, da culpa compartilhada e da sensação de que alguém observa cada passo. Assim, o filme constrói sua tensão a partir do silêncio, da espera e da certeza de que segredos não permanecem enterrados por muito tempo.

Para quem gostou da franquia “Pânico”, a indicação é direta. Ambos os filmes surgem no mesmo período e compartilham a renovação do slasher nos anos 1990. Além disso, trabalham com jovens protagonistas, mistério em torno da identidade do agressor e o uso do suspense como motor narrativo. Enquanto “Pânico” investe na metalinguagem, “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” aposta em uma abordagem mais direta.

A Morte Te Dá Parabéns (2017)

"A Morte te da Parabéns"
Jessica Rothe | Crédito: Reprodução/IMDB

“A Morte Te Dá Parabéns” acompanha Tree Gelbman (Jessica Rothe), uma universitária que passa a reviver repetidamente o dia do próprio assassinato. A cada novo despertar, ela retorna ao mesmo aniversário, forçada a enfrentar situações idênticas enquanto tenta entender quem está por trás da ameaça. Dessa forma, o filme estrutura sua narrativa a partir da repetição, usando o tempo como elemento central para criar tensão e desenvolver o mistério. O terror surge menos pela surpresa imediata e mais pela sensação constante de perseguição.

Para quem gosta da franquia “Pânico”, a indicação se justifica pela forma como o filme dialoga com o slasher contemporâneo. Ambos utilizam regras do gênero para envolver o público, trabalham com jovens protagonistas e apostam no mistério sobre quem está por trás da máscara. Além disso, “A Morte Te Dá Parabéns” atualiza o terror ao misturar linguagem moderna e consciência de gênero, algo que sempre esteve no DNA de “Pânico”.

X – A Marca da Morte (2022)

Dicas de filmes e séries para quem gosta da franquia "Pânico": "X - A Marca da Morte"
Jenna Ortega em “X – A Marca da Morte” | Crédito: Reprodução/IMDB

O filme acompanha um grupo de jovens que viaja para o interior do Texas com o objetivo de realizar uma produção independente. O cenário rural e isolado cria, desde o início, uma atmosfera de tensão. No entanto, o que parecia apenas uma estadia desconfortável rapidamente se transforma em uma situação de ameaça constante. Assim, o filme constrói o suspense a partir do contraste entre liberdade criativa e vigilância silenciosa.

Para quem gostou da franquia “Pânico”, “X – A Marca da Morte” se destaca por dialogar com o terror autorreferente. Assim como em “Pânico”, o filme demonstra consciência das regras do gênero e as utiliza a seu favor. Além disso, o uso de jovens protagonistas, o ambiente fechado e a escalada de tensão tornam a experiência familiar para fãs do slasher. Ao mesmo tempo, a proposta oferece uma leitura mais crua e reflexiva do horror, ampliando o repertório de quem aprecia histórias de perseguição e mistério.

A Última Casa da Rua (2012)

"A Última Casa da Rua"
Cena do filme | Crédito: Relativity Media/Divulgação

Esse filme acompanha uma mãe e sua filha adolescente que se mudam para uma cidade aparentemente tranquila em busca de recomeço. No entanto, a nova vizinhança carrega um passado violento ainda mal resolvido. Um crime brutal ocorrido anos antes segue como assunto evitado pelos moradores, enquanto a casa ligada ao caso permanece isolada e cercada de rumores. Desde o início, o filme constrói o suspense a partir do contraste entre rotina suburbana e ameaça latente.

A Última Casa da Rua” é uma indicação natural para quem gosta da franquia “Pânico” por explorar o mistério em torno de identidades ocultas e traumas do passado. Assim como em “Pânico”, o enredo coloca jovens no centro da narrativa e transforma o ambiente cotidiano em palco para o terror. Além disso, a combinação entre suspense psicológico e ameaça humana aproxima o filme do slasher moderno, mesmo sem depender apenas de violência explícita.

Slasher (2016-2023)

Dicas de séries e filmes para quem gosta da franquia "Pânico" - "Slasher"
Nataliya Rodina na série | Crédito: Reprodução/IMDB

A série “Slasher” apresenta histórias independentes a cada temporada, sempre centradas em uma nova comunidade marcada por um crime violento do passado. A narrativa acompanha grupos de personagens ligados por segredos, culpas e traumas, enquanto um assassino mascarado passa a agir de forma sistemática. Desde o início, a série constrói o suspense ao alternar pontos de vista, sugerindo que qualquer um pode ser vítima ou responsável pelos crimes. Assim, o mistério se desenvolve junto à investigação, mantendo o foco na tensão e na expectativa pelas revelações.

Slasher” se destaca por trabalhar o mesmo jogo de desconfiança e falsa segurança. Assim como nos filmes de Ghostface, a série explora a ideia de que o perigo está dentro do próprio círculo social, e não em uma ameaça distante. Além disso, o uso de comentários sobre violência, medo coletivo e consequências do passado aproxima a produção do slasher moderno. Dessa forma, a série funciona como uma extensão natural do clima de suspeita e investigação que marcou “Pânico”, agora em formato seriado.

Harper’s Island: O Mistério da Ilha (2009)

"Harper's Island O Mistério da Ilha"
Cena da série | Crédito: Reprodução/IMDB

A série “Harper’s Island: O Mistério da Ilha” acompanha um grupo de amigos e familiares que se reúne em uma ilha isolada para celebrar um casamento. No entanto, o clima de festa é interrompido quando mortes misteriosas começam a acontecer. Aos poucos, o passado violento do local volta à tona, revelando que a ilha carrega uma história marcada por crimes não resolvidos. Assim, cada episódio amplia o suspense ao reduzir o número de sobreviventes e reforçar a sensação de confinamento.

Para quem aprecia a franquia “Pânico”, a série se torna uma indicação natural por apostar no mistério em torno da identidade do assassino. Da mesma forma, “Harper’s Island” trabalha com suspeitas constantes, pistas falsas e personagens que escondem segredos. Além disso, o roteiro valoriza o impacto emocional das mortes e o efeito delas sobre o grupo, mantendo o foco na investigação e no medo coletivo. Dessa maneira, a série dialoga com o slasher clássico e com o suspense psicológico, elementos centrais do universo de “Pânico”.

American Horror Story (9ª temporada)

9ª temporada de American Horror Story
Cody Fern na 9ª temporada de “American Horror Story” | Crédito: Reprodução/IMDB

A 9ª temporada de “American Horror Story“, intitulada “1984“, resgata de forma direta a estética do slasher clássico. A trama se passa em um acampamento de verão e acompanha um grupo de jovens monitores que tenta reabrir o local após uma série de assassinatos ocorridos anos antes. No entanto, o passado violento insiste em se repetir. Assim, a temporada constrói sua narrativa a partir de perseguições, identidades ocultas e da ameaça constante de um assassino à solta. A ambientação oitentista, aliada a referências claras ao cinema de terror da época, reforça a sensação de perigo e isolamento.

Para quem gostou da franquia “Pânico”, “American Horror Story: 1984” se destaca por dialogar com o mesmo universo de regras do slasher. A temporada utiliza clichês do gênero de forma consciente, ao mesmo tempo em que subverte expectativas. Além disso, a série como um todo se caracteriza por antologias independentes, cada uma explorando um subgênero do terror, o que permite diferentes abordagens narrativas e visuais. Dessa forma, “American Horror Story” mantém uma relação direta com o terror metalinguístico, a violência estilizada e o jogo de suspeitas que tornaram “Pânico” uma referência no cinema e na televisão.

The Following (2013-2015)

Dicas de séries e filmes para quem gosta da franquia "Pânico" - "The Following"
Kevin Bacon em “The Following” | Crédito: Giovanni Rufino/Warner Brothers

A série “The Following” acompanha a perseguição a um assassino em série carismático que constrói uma rede de seguidores dispostos a cometer crimes em seu nome. A narrativa se desenvolve a partir da investigação conduzida por um ex-agente do FBI, responsável por capturar o criminoso anos antes. No entanto, novos assassinatos revelam que a ameaça nunca desapareceu. Assim, a série aposta em tensão constante, violência calculada e na ideia de que o perigo pode surgir de qualquer lugar.

A série se mostra uma indicação natural por explorar o jogo psicológico entre caçador e presa. A série investiga a mente do assassino e o impacto de suas ações sobre vítimas, investigadores e espectadores. Além disso, trabalha o conceito de identidade, manipulação e culto à violência, temas recorrentes no terror moderno. Dessa forma, “The Following” dialoga com o suspense, o medo contínuo e a sensação de ameaça permanente que marcam a experiência dos filmes de “Pânico”.

Verão Letal (2016)

Dicas de séries e filmes para quem gosta da franquia "Pânico" - "Verão Letal"
Elizabeth Lail em “Verão Letal” | Crédito: Reprodução/IMDB

A série acompanha um grupo de jovens ligados por um segredo após um evento trágico ocorrido durante o verão. Um ano depois, o passado volta a cobrar seu preço quando mensagens ameaçadoras surgem e deixam claro que alguém sabe o que aconteceu. A partir disso, a narrativa se desenvolve em torno da culpa, do medo e da tentativa de manter aparências, enquanto relações são colocadas à prova. Aos poucos, a série constrói uma atmosfera de suspense, alternando investigação, tensão emocional e perigo constante.

Para quem gosta da franquia “Pânico”, “Verão Letal” se destaca por trabalhar o terror a partir de personagens jovens, segredos compartilhados e a sensação de perseguição contínua. Assim como nos filmes de Ghostface, a trama aposta no mistério sobre a identidade do responsável pelas ameaças e na desconfiança entre amigos. Além disso, a série dialoga com temas como exposição, trauma e consequências das escolhas, mantendo o foco no suspense psicológico e no impacto da violência sobre quem tenta seguir em frente.

Chucky (2021-2024)

Chucky
Brad Dourif na série | Crédito: Reprodução/IMDB

A série “Chucky” expande o universo do boneco assassino criado nos anos 1980 ao acompanhar um grupo de adolescentes que vê sua rotina virar de cabeça para baixo após a aparição do brinquedo em uma pequena cidade. A narrativa combina crimes, segredos familiares e conflitos típicos da juventude, enquanto o passado de Charles Lee Ray volta a influenciar os acontecimentos. Ao longo dos episódios, a série alterna entre o presente e eventos anteriores, aprofundando a mitologia do personagem e conectando diferentes fases da franquia.

Chucky se mostra uma indicação natural por unir terror, humor ácido e comentários sobre o próprio gênero. Assim como Ghostface, o vilão é consciente das regras do horror e as utiliza a seu favor. Além disso, a série aposta em personagens recorrentes, reviravoltas e na ideia de legado, mostrando como o mal se adapta a novas gerações. Dessa forma, mantém o suspense constante e dialoga com fãs que gostam de histórias que misturam violência, ironia e continuidade narrativa.

Imagem de capa: ReproduçãoIMDB