Dirigido por André Sturm, “A Conspiração Condor” acompanha uma jornalista que questiona as versões oficiais sobre as mortes de Juscelino Kubitschek e João Goulart

O cinema brasileiro volta a olhar para um dos períodos mais delicados da história recente do país. O thriller político “A Conspiração Condor” chega aos cinemas em 9 de abril com a proposta de investigar os bastidores das mortes de dois ex-presidentes brasileiros.

Dirigido por André Sturm (“Sonhos Tropicais”), o longa traz Mel Lisboa e Dan Stulbach nos papéis principais. A produção também conta com participação especial de Pedro Bial. Além disso, a distribuidora Pandora Filmes divulgou o cartaz oficial do filme junto com o anúncio da data de estreia. A produção é assinada por Liz Reis e Beatriz Reis, da LEP Filmes.

Com roteiro escrito por Sturm em parceria com Victor Bonini, o longa mistura investigação jornalística, tensão política e fatos históricos.

A Operação Condor
Cena do filme | Crédito: LEP Filmes/Divulgação

Mistério histórico no centro da trama

A história se passa no Brasil de 1976. Naquele ano, dois ex-presidentes morreram em circunstâncias que até hoje geram debate: Juscelino Kubitschek (1902-1976) e João Goulart (1919-1976). No filme, a jornalista Silvana, interpretada por Mel Lisboa, começa a questionar as versões oficiais dessas mortes. Aos poucos, ela percebe que existem lacunas e contradições nos relatos divulgados na época.

Para avançar na investigação, Silvana conta com a ajuda do jornalista argentino Juan, personagem de Dan Stulbach. Juntos, eles mergulham em uma apuração que revela interesses políticos ocultos e pressões nos bastidores do poder. Durante o processo, a dupla também se aproxima do político Carlos Lacerda (Pedro Bial). A partir desse encontro, novas pistas surgem sobre a tentativa de articulação da Frente Ampla, movimento que buscava unir lideranças contra o regime militar.

Assim, o suspense cresce à medida que os jornalistas se aproximam de informações que podem mudar a compreensão daquele período histórico.

Thriller político com investigação jornalística

Além de reconstruir fatos históricos, “A Conspiração Condor” aposta em uma narrativa marcada pela tensão. A investigação conduzida pela protagonista coloca em risco sua própria segurança. Enquanto busca respostas, Silvana enfrenta obstáculos políticos e pressões que dificultam a divulgação da verdade. Dessa forma, o filme constrói um clima constante de suspense.

Ao mesmo tempo, a trama levanta questionamentos sobre a relação entre poder, informação e memória histórica. Afinal, muitas decisões importantes ocorreram longe dos olhos da população. Segundo a produtora e atriz Liz Reis, que interpreta Maria Tereza Goulart no longa, o projeto busca justamente provocar essa reflexão.

De acordo com ela, o filme retrata um período em que acontecimentos graves aconteciam de forma silenciosa, enquanto a vida cotidiana parecia seguir normalmente.

Elenco e equipe reunidos no projeto

Além dos protagonistas Mel Lisboa e Dan Stulbach, o elenco reúne nomes conhecidos do cinema e da televisão brasileira. Entre eles estão Maria Manoella, Nilton Bicudo e Marat Descartes. Nos bastidores, o projeto também reúne profissionais experientes. A fotografia é assinada por Andradina Azevedo. Já a direção de arte fica por conta de Ana Rita Bueno.

O figurino é desenvolvido por Isis Cecchi, responsável por recriar a atmosfera visual da década de 1970. O longa tem duração de 110 minutos.

Ao abordar as mortes de Juscelino Kubitschek e João Goulart, “A Conspiração Condor” se conecta com debates históricos que permanecem abertos. Embora o filme utilize elementos de ficção, a narrativa se baseia em acontecimentos reais e em discussões que marcaram o período da ditadura militar brasileira.

Assim, o thriller propõe mais do que apenas entretenimento. Ele convida o público a revisitar um momento decisivo da história do país. Dessa forma, ao acompanhar a investigação da jornalista Silvana, o espectador também é levado a refletir sobre como certas histórias permanecem cercadas por dúvidas mesmo décadas depois.

Imagem de capa: LEP Filmes/Divulgação