Fenômeno nascido na internet ganha adaptação cinematográfica com selo de prestígio e estreia marcada para 2026

O universo de terror viral criado por Kane Parsons, conhecido como Backrooms, vai deixar os corredores infinitos da internet para ganhar escala cinematográfica. A adaptação chega aos cinemas pelas mãos da A24, com produção de James Wan, e já tem data marcada: 29 de maio de 2026.

O longa terá direção de Parsons responsável pela série em estilo found footage que acumulou quase 100 milhões de visualizações no YouTube. Entretanto, a trama do filme permanece sob sigilo, mantendo o mistério que transformou o projeto em um fenômeno digital.

No elenco, os protagonistas serão Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve. O time ainda conta com Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia.

O projeto reúne um forte grupo de produtoras: além da A24, participam a Atomic Monster, a Chernin Entertainment e a 21 Laps Entertainment. Já o roteiro é assinado por Will Soodik e Roberto Patino.

James Wan produz ao lado de Michael Clear pela Atomic Monster, reforçando a aposta em um terror atmosférico e psicológico. Agora, resta saber como o labirinto infinito das Backrooms será expandido para a tela grande e se o público estará pronto para se perder nele novamente.

Veja o pôster:

Backrooms pôster
Crédito: Divulgação

Um pouco mais sobre as Backrooms

Criada em 2019 a partir de um post anônimo no 4chan, a lenda das Backrooms descreve um labirinto infinito de salas comerciais vazias, iluminadas por lâmpadas fluorescentes e cobertas por carpete amarelado. A premissa sugere que, ao “falhar” na realidade, alguém pode acabar preso nesse espaço liminar, onde o tempo parece distorcido e a saída simplesmente não existe. Assim, o desconforto nasce justamente da banalidade do cenário, um ambiente comum transformado em pesadelo.

Surpreendentemente, a ideia viralizou como creepypasta e rapidamente evoluiu para um universo colaborativo, com diferentes “níveis”, criaturas e regras de sobrevivência criadas por usuários. Além disso, a estética de imagens granuladas, espaços corporativos abandonados e sensação constante de isolamento ajudou a consolidar o fenômeno como um dos mitos digitais mais marcantes da última década. Foi nesse contexto que Kane Parsons levou o conceito ao YouTube em formato found footage, elevando o projeto a outro patamar.

Crédito da capa: Reprodução