Principais diferenças de “Um Perfeito Cavalheiro” na adaptação da Netflix e suas novas leituras sociais
A primeira metade da quarta temporada de Bridgerton estreou na Netflix em janeiro e conta com algumas diferenças de seu material original, o livro “Um Perfeito Cavalheiro”. Com autoria de Julia Quinn, o livro que inspira essa instalação é um dos favoritos dos fãs, o que faz com que as mudanças causem comoção nas redes sociais.
No entanto, em comparação com as temporadas anteriores, a atual é a que mais se mantém alinhada ao livro. Assim, a história faz um reconto de Cinderela, introduzindo o romance entre Benedict Bridgerton (Luke Thompson) e Sophie Baek (Yerin Ha). Apesar de diferenças de classes sociais e papéis na sociedade, o amor que nasce entre o artista e a criada prevalece.
A história de Sophie Baek
Diferente do livro, a protagonista da série tem ascendência coreana e, por isso, Sophie Bennet passou a ser Sophie Baek. Essa mudança no sobrenome já foi estabelecida com a escalação de Ha para o papel, e faz parte de uma iniciativa da produção de priorizar a representatividade.
Além disso, a série recontextualiza a relação de Sophie com seu pai, Lord Penwood. Apesar de no livro ela também ser a filha ilegítima do Lord, que teve um caso com uma criada – a mãe de Sophie –, eles não têm qualquer tipo de aproximação na versão literária. A série tenta construir uma certa proteção do pai com a filha, que não deixa de respeitar os paradigmas sociais.
Essa mudança oferece uma carga emocional para a diferença no tratamento que Sophie recebe. Quando seu pai morre e ela se vê de fato sozinha, sob a tutela de sua madrasta Araminta, a garantia de uma vida minimamente humana se torna escassa. A partir daí, Sophie segue atuando como a criada responsável pela maior parte das tarefas da casa.
O primeiro encontro permanece o mesmo
No livro, o leitor acompanha Benedict em um baile de máscaras organizado por sua mãe, Violet Bridgerton. Desinteressado pela perspectiva de encontrar uma esposa, o segundo irmão mais velho se surpreende com a presença de uma jovem misteriosa – Sophie. Seguindo os passos de Cinderela, a dama precisa ir embora antes da meia-noite e a interação entre os dois é curta, mas impactante.
A série reconstrói a cena de maneira fiel, aprimorando a personalidade de Sophie. Assim, a primeira conversa do casal é composta de flertes sagazes, gostos em comum e um mistério instigante, que permeia toda a narrativa.
Como o relacionamento se desenvolve
Uma das diferenças mais significativas entre as duas obras é a temporalidade do relacionamento dos dois. Enquanto no livro Benedict leva dois anos para reencontrar Sophie após o baile, a série acelera esse intervalo. Em cerca de alguns meses, a filha bastarda se vê sendo acolhida pelo Bridgerton em sua casa de campo. Ainda mais, esse rencontro vai de Benedict salvando Sophie de um assédio físico no livro, para ele ajudando a defender sua amiga de homens bêbados na série.

Seguindo a história, a cena do lago marca uma virada de chave tanto no livro quanto na série. Na versão literária, o beijo, repleto de tensão e eletricidade, é o momento específico em que Benedict pede para Sophie ser sua amante. Já na série, ele só faz a proposta quando ela já está trabalhando para a casa Bridgerton, e eles se beijam escondidos na escada que separa a ala dos criados e a dos familiares.
Personagens coadjuvantes são os que mais se distanciam
Apesar da história principal estar alinhada com seu material original, os personagens coadjuvantes são os que mais destoam. Como a ordem dos livros não é a mesma das temporadas, a Penelope Bridgerton, que continua a atuar como Lady Whistledown, assume certo protagonismo. Junto dela, sua família também conquista mais atenção.
Ainda mais, a adaptação reescreve a história de Lady Bridgerton, fazendo com que ela se apaixone novamente. Assim, a matriarca da família embarca na conquista de Lord Anderson, e tem a chance de viver um novo amor.
Além disso, a série explora a relação entre a Rainha Charlotte e Lady Danbury ganha mais complexidade. Por mais que a segunda não exista nos livros, a adaptação faz como que as interações entre as personagens reflitam como a diferença de poder e classe pode afetar amizades.
Mas, a mudança mais positiva é, com certeza, a narrativa dos criados, que também não existe nos livros. Com a chance de expandir a posição social de Sophie, a série constrói uma certa rebelião dos criados, que se sustenta na ideia de conhecer o seu valor e demandar mais. Assim, novos personagens interessantes e carismáticos são introduzidos na quarta temporada.
O que esperamos da segunda metade da temporada
Para a segunda metade da temporada, é esperado que as narrativas já estabelecidas ganhem mais dimensão e e continuidade. Dessa forma, os espectadores parecem animados em relação ao romance de Benedict e Sophie, que promete cenas mais explícitas e carregadas de emoção.
Leia também: Bridgerton | Relembre o livro “Um Perfeito Cavalheiro”
Além disso, fotos promocionais indicam que a temporada vai dar continuidade para a história de Francesca Bridgerton, que é a protagonista do sexto livro. Assim, é possível que o romance de Francesca e John Stirling chegue à um fim trágico, como acontece na obra literária. Por isso, alguns fãs acreditam que a próxima temporada vai contar a história da irmã do meio, com uma nova chance no amor.
Imagem de capa: Divulgação/Netflix.
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