A escritora e ensaísta Cidinha da Silva analisa as tensões, armadilhas, assim como os desafios da profissionalização das escritoras negras no mercado editorial brasileiro. Em “Quando Borboletas Furiosas se Tornam Mulheres Negras”, a autora reúne 16 ensaios sobre o tema. A obra é da Editora Relicário. 

Cidinha da Silva aborda as barreiras culturais e o cerceamento da liberdade criativa imposto às escritoras negras. Do mesmo modo, fala das cobranças externas e do estereótipo que cercam a literatura negra. Sem romantizar o tema, a autora utiliza a metáfora biológica do ciclo de vida da borboleta.

Assim, Cidinha narra os desafios até o momento em que a escritora encontra sua liberdade e usa a escrita como ferramenta de sobrevivência.  Além disso, o livro faz uma crítica ao mercado editorial, ao questionar o “lugar” que sempre foi destinado a essas escritoras. Dessa forma, a autora defende que a literatura das escritoras negras deve ser reconhecida pelo seu valor e não pela “carga de denúncia”.

Sobre a autora

Aparecida da Silva, mais conhecida como Cidinha da Silva, é uma escritora, dramaturga e ensaísta brasileira. Sua produção literária costuma abordar temas como raça, identidade, gênero e desigualdades sociais. Vencedora dos importante prêmios Biblioteca Nacional e APCA. Além disso, é jurada dos prêmios Jabuti e Kindle.

Imagem de Capa: Editora Relicário | Reprodução: Livro Vivo