Considerada uma das primeiras autobiografias do Ocidente, obra combina filosofia e introspecção para refletir sobre a experiência cristã
Neste domingo de páscoa (05), vale relembrar as obras clássicas que marcam o feriado e o que ele representa, sob a perspectiva cristã da sociedade. São vários os livros e histórias que permeiam as tradições deste fim de semana, e “Confissões de Santo Agostinho” é uma das obras que mais se destacam.
O livro, que ocupa o primeiro lugar dentre os 10 livros cristãos mais vendidos na Amazon, funciona como uma autobiografia assinada pelo próprio Santo Agostinho de Hipona. Em resumo, a obra é uma passagem sobre suas reflexões ao longo dos anos do século IV, entre Antiguidade e Idade Média.
Passando pela conversão do maniqueísmo, que aborda o conflito entre o reino da luz e o das sombras, para o cristianismo, o autor, teólogo e filósofo divide seus pensamentos em diferentes áreas da reflexão filosófica. Ainda mais, a publicação de sua obra inaugura o gênero da autobiografia na literatura ocidental, tratando da sua personalidade como veículo de suas hipóteses.
Entenda o impacto da obra
“Confissões de Santo Agostinho” se distingue de outros livros da época por trazer uma nova abordagem para a filosofia e sua influência no cotidiano. Aqui, diferente da tradição antiga que se baseia em deduções, o autor observa de maneira detalhada os movimentos psicológicos e o significado de escolha simples e gestos ordinários.

Apesar de ser uma obra de seu tempo, a escrita de Santo Agostinho simboliza um marco importante no cristianismo. Mesmo que partindo de uma devoção dedicada à Deus e tudo que ele rege, o autor usa de sua crença para explorar o que vai além. Com uma abordagem única, ele encontra na sua conversão a vontade de encontrar um estilo próprio, que pudesse ajudar os devotos de Deus a “a não se confiarem nos méritos da disciplina espiritual, mas a entenderem que nossa alma deve estar desnuda diante de Deus.”
Ainda mais, a obra tem um objetivo concreto de uma busca pela verdade interior. Para além das verdades encontradas em sistemas filosóficos ou religiões estabelecidas, o autor olha para dentro para entender o que o cerca. Por isso, apesar de trazer uma linguagem mais refinada, com um alto teor retórico, suas ponderações se mantêm relevantes até hoje.
Sobre o autor
Santo Agostinho foi um dos mais importantes teólogos e filósofos do século IV. Como uma das figuras mais influentes dos primeiros anos do cristianismo, o autor escreveu diversas obras que moldaram a filosofia ocidental ao longo dos anos. Venerado como santo, o teólogo assinou mais de 100 títulos, como “Cidade de Deus” e “Sobre a Trindade”.
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Ainda mais, atuou como Doutor da Igreja e patrono dos agostinianos pela Igreja Católica. Conhecido como “Doutor da Graça”, foi responsável por cristianizar o neoplatonismo, unindo fé e razão. Temas como o livre-arbítrio, pecado original e a passagem do tempo são recorrentes em suas obras.
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Imagem de capa: Reprodução
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