Indicado ao Oscar 2026, longa da Pixar entrega uma aventura espacial emocionante sobre afeto e pertencimento
Se tem algo que a Pixar Animation Studios faz com maestria é nos levar para outros mundos. Do clássico “WALL-E” para produções mais recentes, o espaço sempre foi palco central para inspirar as histórias do estúdio, e com “Elio” não foi diferente. A narrativa traz uma aventura espacial fantástica e uma lição de pertencimento como pilares da história, elementos característicos do estúdio.
Dirigido por Domee Shi, Madeline Sharafian e Adrian Molina (co-diretor e roteirista de “Viva: A Vida é uma Festa”), o filme acompanha Elio, um garoto solitário e sonhador de 11 anos que vive mergulhado em sua imaginação. Após ser abduzido por engano, Elio é escolhido para representar a humanidade em uma comunidade intergaláctica.
Assim, ele embarca numa aventura inesperada, cheia de desafios, onde fará novas amizades e descobrirá o verdadeiro significado da coragem e da empatia.
Julia Cho e Mark Hammer assinam o roteiro, ao lado de Mike Jones, conhecido da casa por seu trabalho em “Soul” e “Luca”. No elenco de voz original, Yonas Kibreab interpreta o protagonista curioso Elio, enquanto Zoe Saldaña (da franquia “Guardiões da Galáxia”) dá voz para Olga, sua tia. Ainda mais, a equipe conta com Remy Edgerly como Glordon, Brad Garrett como Lord Grigon, Jameela Jamil como Questa, Shirley Henderson como Ooooo e Matthias Schweighöfer como Ambassador Tegmen.
Uma aventura espacial que aquece o coração

O grande trunfo de “Elio” está na forma como o garoto se conecta com os habitantes da Communverse, a comunidade extraterrestre que o abduziu. Longe de serem apenas coadjuvantes, os alienígenas ganham personalidade e afeto, especialmente o Glordon, um ser estranhamente adorável que se torna o primeiro amigo de Elio no espaço.
A interação entre os dois personagens é construída com cuidado e delicadeza. A amizade entre o protagonista e Glordon vai se desenvolvendo a partir de olhares confusos, tentativas de comunicação e uma lealdade que nasce a partir de um improviso e da convivência.
A animação também desenvolve com sensibilidade a relação de Elio com sua tia Olga. Interpretada por Zoe Saldaña, a personagem combina rigidez militar com afeto contido. Ela não tenta ser a tia perfeita nem substituir os pais do garoto. É uma mulher que abriu mão do sonho de ser astronauta para cuidar de seu sobrinho órfão e carrega esta frustração em silêncio.
Ao mesmo tempo, Elio se sente um peso, alguém que atrapalha a vida da tia. A conexão entre os dois vai sendo construída aos poucos, proporcionando uma grande emoção quando finalmente se reencontram.
Durante o filme, acompanhamos a transformação de Elio. Antes de ser abduzido, ele sente-se deslocado em seu próprio mundo, especialmente diante de outros garotos da sua idade; e o bullying serve como plano de fundo de sua solidão. Sua jornada pelo espaço representa seu desejo de ser visto e aceito. Desta forma, o estúdio transmite a mensagem de que o pertencimento pode estar nos lugares mais improváveis.
Elio e o espetáculo da Communiverse

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Visualmente, Elio se destaca pela sua estética exuberante e cuidadosamente elaborada. A Communiverse, por exemplo, revela um universo de formas orgânicas e cores ousadas, onde cada espaço desperta encanto e curiosidade do espectador.
Os cenários combinam formas orgânicas, estruturas flutuantes e uma paleta de cores vibrante que transmite a sensação de um ecossistema vivo. Com passagens em “Viva: A Vida é uma Festa”, “Ratatouille” e “Monstro S.A”, Harley Jessup traz uma direção de arte repleta de criatividade que marcou seus trabalhos anteriores.
Cada alienígena possui características próprias, com diferentes proporções, cores e movimentos únicos que refletem sua personalidade. Nesse sentido, cenários e personagens se dialogam de forma harmoniosa, resultando em uma composição visual coesa e cativante.
A fórmula conhecida da Pixar
Apesar dos acertos, “Elio” não escapa de algumas escolhas seguras da Pixar. A estrutura narrativa segue fórmula já conhecida pelo estúdio: uma criança deslocada, jornada fantástica e lição de pertencimento. Para quem acompanha a trajetória da Pixar, há uma sensação familiar, quase reconfortante, de rever padrões que funcionam, mesmo que às vezes sejam previsíveis.
Mesmo seguindo uma estrutura narrativa previsível, a animação mantém o interesse do público através de personagens carismáticos e à riqueza de seu universo visual. Esses aspectos contribuem para sustentar o ritmo da história e tornam a experiência agradável, mesmo que a trama não traga grandes surpresas.
Vale a pena assistir “Elio”?
Sim, a animação entrega tudo o que espera de uma produção da Pixar: Emoção genuína, personagens cativantes e uma mensagem de pertencimento que toca tanto crianças como adultos. Com uma aventura espacial envolvente e momentos tocantes, “Elio” se afirma como a escolha certa para a família e fãs do estúdio. Atualmente, a animação encontra-se disponível no Disney Plus.
Elio
Estados Unidos, 2025, 99 min.
Direção: Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi
Roteiro: Julia Cho, Mark Hammer e Mike Jones
Elenco Principal: Yonas Kibreab, Zoe Saldaña e Remy Edgerly
Produção: Mary Alice Drumm
Trilha Sonora: Rob Simonsen
Classificação: Livre
Distribuição: Walt Disney Studios

Imagem de capa: IMDb/Reprodução
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