Filme da Netflix aprofunda a história do grupo liderado por Mistle e amplia o universo de The Witcher
O longa-metragem “Os Ratos: Uma História de The Witcher” é responsável por responder tantas dúvidas dos telespectadores da série da Netflix “The Witcher”. A trama foca na história do grupo adolescente conhecido como Os Ratos, liderado por Mistle (Christelle Elwin).
Além disso, “Os Ratos” é o contexto de tudo que aconteceu com Ciri no espaço de tempo entre a 3º e 4º temporada. Dessa forma, se tornou uma peça importante para os fãs da série, ao mesmo tempo que encantou até mesmo quem não acompanhava “The Witcher”.
Filme conduz um novo sentido para a temporada de The Witcher

A história chama atenção desde o início, com sua fotografia impecável e a trilha sonora envolvente ao apresentar o universo em que o telespectador está adentrando. Assim, quando a trama se concentra no assalto principal do grupo, o filme mergulha em muita ação e desenvolvimento de relações que dão um novo tom para os personagens que são vistos em pouco tempo de tela na série original.
Apesar de jovens, cada membro de “Os Ratos” carrega uma história marcada por motivações diferentes. Além disso, logo é revelado contextos sociais e financeiros, que fizeram os jovens crescerem rápido demais. Mas, ainda assim, lembram para quem assiste que, no íntimo, são apenas jovens que precisam sobreviver.
Dessa forma, é cativante acompanhar cada um deles. Seja os planos bem articulados de Giselher (Ben Radcliffe), a determinação de Reef (Juliette Alexandra), o temperamento explosivo de Kayleigh (Fabian McCallum) ou até mesmo as brigas e relações entre os demais membros.

Entretanto, é Mistle quem se destaca na trama, juntamente com a companhia de Brehen (Dolph Lundgren). O membro mais velho de “Os Ratos” se junta inesperadamente para ajudar os jovens a “cumprirem o serviço”, mas conforme os dias passam, cresce um grande carinho entre ele e os membros.
É assim que Brehen se torna não somente uma peça fundamental no sucesso do assalto, mas também um conselheiro, treinador e, em muitos momentos, uma figura mais velha e mais sábia que faltava a eles.
Mistle assume o protagonismo e guia a narrativa

Logo fica explícito para o telespectador que Mistle é como uma líder dos Ratos. Desde o início, suas decisões movem a história e influenciam diretamente o destino do grupo.
Além disso, a atuação de Christelle Elwin equilibra dureza e vulnerabilidade. Em vários momentos, Mistle demonstra força e frieza para combater o que está por vir. Sobretudo, apesar de ser a líder e muitas vezes tomar as decisões mais difíceis, também fica claro que fará de tudo para salvar os demais membros.
Dessa forma, a personagem deixa de ser apenas uma coadjuvante da série para assumir seu posto de protagonismo entre os Ratos. Conforme o enredo se desenrola, são as decisões de Mistle que guiam a narrativa e, muitas vezes, decidem as reviravoltas da história.
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Vale a pena assistir “Os Ratos”?
A dinâmica entre os personagens é o grande destaque de “Os Ratos: Uma História de The Witcher”. Desde o início, o grupo funciona com uma energia própria. As interações são naturais e cheias de personalidade. Por isso, até quem não tem familiaridade com o universo de The Witcher consegue acompanhar sem dificuldade.
A base da narrativa também se apoia na chamada trope “found family”, conhecida em português como “família de consideração” ou “família escolhida”. Esse conceito guia toda a jornada dos personagens, mesmo em meio à violência e ao caos. O sentimento de pertencimento entre os membros dos Ratos é o que sustenta boa parte da trama.
Assim como na série, o filme também mantém um bom nível técnico. As cenas de ação são bem executadas e não deixam a desejar, com ótimas ações e coreografadas de modo estimulante para prender a atenção aos detalhes.
Por outro lado, o filme sofre com a duração curta. A história apresenta muitos desdobramentos, mas nem todos recebem o tempo necessário. Em vários momentos, o ritmo parece apressado. Assim, algumas nuances importantes acabam pouco exploradas.
O desfecho é envolvente e deixa uma sensação de continuidade. Fica a impressão de que há muito mais a ser explorado com aquele ótimo “gostinho de quero mais”, que abre espaço para novas histórias sobre o grupo, para além da relação de plano de fundo com Ciri na série. Mesmo funcionando como um spin-off, a narrativa merecia um desenvolvimento mais calmo e preciso.
Os Ratos: Uma História de The Witcher
Estados Unidos, 2025, 1h 22min
Direção: Mairzee Almas
Roteiro: Haily Hall, Lauren Schmidt Hissrich
Elenco Principal: Christelle Elwin, Ben Radcliffe, Fabian McCallum
Produção: Lauren Schmidt Hissrich
Classificação: 16 anos
Distribuição: Netflix

Imagem de capa: Netflix
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