Sabe aquela história de fugir do amor que machuca e acabar encontrando no lugar mais inusitado uma nova esperança? No filme Redescobrindo o Amor (“A Week in Paradise”), lançado originalmente em 2022, temos uma história desse tipo. Com uma paisagem de tirar o fôlego, o romance com uma pitada de drama acaba caindo naquela fórmula clichê que envolve, mas não surpreende.

Na trama, uma atriz refugia-se no resort caribenho da prima após descobrir a traição do marido. Era um momento para se desligar do mundo, mas acaba que naquele novo local ela conhece o charmoso chef de cozinha e começa a imaginar uma nova vida. No entanto, o passado retorna inesperadamente e ela precisa enfrentar tudo aquilo que deixou para trás.

Uma história sobre superação e novos amores

A história se inicia apresentando a protagonista Maggie (Malin Akerman), uma atriz famosa que deixou os sonhos pessoais de lado para ser a estrela dos filmes do marido. Porém, o casamento “perfeito” chega ao fim quando a imprensa expõe as traições do homem que ela amava. Sem saber como lidar com o turbilhão de sentimentos, ela acaba aceitando o convite da prima Fiona (Connie Nielsen) e embarca para a ilha onde a prima tem um resort. 

Quando as paisagens naturais começam a roubar a cena, conhecemos o homem que será capaz de trazer vida de volta para a vida da protagonista. Sam (Philip Winchester) é o chefe de cozinha do local e Maggie não consegue esconder o interesse no homem. E é assim que temos a primeira cena que causa estranhamento ao longo do filme: quando Maggie fala com Sam pela primeira vez. A mulher acaba fazendo um paralelo do encontro deles com uma cena de filme de romance. 

A partir da primeira conversa de Maggie e Sam, embarcamos em uma história que aborda temas como superação e a oportunidade de dar uma segunda chance para o coração se abrir para o amor. Apesar de um roteiro fraco e atuações que não conseguem desenvolver uma conexão com o telespectador, temos uma mensagem ali de que é possível amar novamente e realizar sonhos antigos.

Entre os incentivos da prima e situações que acabam unindo o casal, vemos um amor genuíno nascer. Mesmo quando o passado volta para cobrar um desfecho, temos certeza de que Maggie já tomou a decisão do rumo que quer seguir com a própria vida.

Cena do filme "Redescobrindo o Amor", disponível no Looke.
Malin Akerman e Philip Winchester no filme “Redescobrindo o Amor” (2022). Crédito: IMDb

Momentos que acabam “quebrando” o encanto do romance

Com uma locação bonita em meio a natureza, o filme tinha tudo para encantar o público. Mas, infelizmente, não é bem isso que acontece. O roteiro acaba abusando da fórmula do romance clichê e esquece de desenvolver vários pontos que seriam interessantes – e de grande importância para a história. Um exemplo é quando inserem o filho de Sam na história, quase no final dos 99 minutos de tela. A criança surge sem muitas explicações e logo se conecta com Maggie, sem um desenvolvimento que mexa com as emoções do telespectador. 

Outra questão que acaba quebrando um pouco a magia que a história tenta trazer, é a maneira escolhida para mostrar a passagem de tempo. A utilização de slow motion para dar a entender que houve um salto temporal acaba irritando mais do que envolvendo o telespectador na trama. 

A trilha sonora acaba sendo uma questão que também quebra o clima do filme. Em vários momentos a música rouba a cena – não em um bom sentido.

Vale a pena assistir “Redescobrindo o Amor”?

Se você está buscando um romance clichê, com um leve toque de drama e sem muitas reviravoltas, esse filme é para você. Apesar das atuações não serem as melhores, o filme entrega um romance água com açúcar que consegue deixar o coração quentinho quando os créditos aparecem.

“Redescobrindo o Amor” está disponível para assistir no Looke.

Imagem de capa: IMDb