Curta brasileiro de terror psicológico terá sua primeira exibição europeia no Festival Internacional de Cinema realizado em Portugal e Espanha
Não são apenas as grandes produções que projetam o audiovisual brasileiro para o mundo. A cena de curta-metragens segue pulsante, revelando novos talentos e narrativas ousadas que dialogam com temas urgentes e universais. Entre essas produções está “Ela Toma Placebo”, curta de terror psicológico que acaba de conquistar espaço na seleção oficial de um Festival Internacional de Cinema realizado em Portugal e Espanha, entre os dias 28, 29 e 30 de maio de 2026.
O evento reúne produções de diferentes países e propõe um intercâmbio cultural entre Europa e América Latina, exibindo obras autorais que dialogam com questões contemporâneas. Para o filme, a participação tem um significado ainda mais especial: será a primeira exibição europeia da obra.
Terror psicológico com peso emocional

“Ela Toma Placebo” mistura drama e horror psicológico em uma experiência intensa e perturbadora. O curta mergulha nos dilemas da saúde mental e nos limites frágeis entre realidade e imaginação. Dessa forma, ele constrói uma atmosfera que mantém o espectador em constante tensão.
A narrativa acompanha a delicada relação entre uma mãe e seu filho, que lentamente começa a se desfazer enquanto ambos enfrentam demônios internos e alucinações crescentes. À medida que o medo se infiltra no cotidiano, a fronteira entre o real e o imaginário se torna cada vez mais tênue, criando um suspense que não depende de sustos fáceis, mas de desconforto emocional.
É um curta simples na forma, mas grandioso na intenção. Um estudo sobre depressão, dor silenciosa e a necessidade desesperada de acreditar em algo, qualquer coisa, que mantenha alguém de pé.
Uma criação independente movida por paixão
O projeto nasceu da mente criativa de Lucas Maia, criador do canal Refúgio Cult e especialista em cinema de terror, responsável pelo roteiro. A direção é assinada por Gabriel Vinícius, que conduz a narrativa ao lado dos produtores Lucas Maia e Guilherme Carrara.
No elenco, Daniel Tonsig, Anna Zanetti e Giovana Telles dão vida aos personagens centrais, entregando performances marcadas por intensidade emocional e profundidade psicológica.
A seleção internacional reforça a força do cinema independente brasileiro, que mesmo com recursos limitados, entrega obras potentes, sensíveis e capazes de dialogar com públicos de diferentes culturas.
Crédito da capa: Divulgação / Gabriel Vinícius
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