Festival Boitatá percorre quatro cidades com programação diversa, formação de público e exibição de filmes nacionais e internacionais
O Festival Boitatá – Festival Paranaense Itinerante de Cinema de Horror inicia sua segunda edição com uma proposta clara. Democratizar o acesso ao cinema de gênero. Ao mesmo tempo, fortalecer a produção nacional. O evento percorre cidades de médio porte do Paraná. Entre elas, Cornélio Procópio, Campina Grande do Sul, Cianorte e Matinhos.
Além disso, o festival acontece ao longo de quatro meses. Em cada cidade, a programação dura três dias. Todas as atividades são gratuitas. Dessa forma, o evento prioriza o público local. E amplia o alcance cultural fora dos grandes centros.
Programação aposta na diversidade do horror
Ao todo, serão exibidos 43 filmes. A seleção inclui curtas e longas. Também há sessões infantis e universitárias. Além disso, o festival promove mostras não competitivas, o objetivo é valorizar diferentes abordagens do horror. Entre os destaques está Mangue Negro, dirigido por Rodrigo Aragão. O longa apresenta uma comunidade isolada que enfrenta uma infestação de zumbis. A narrativa aposta no horror físico e na sobrevivência. Assim, reforça elementos clássicos do gênero.

Por outro lado, Invocação do Miau traz uma proposta voltada ao público infantil. O curta acompanha um gato mago que tenta abrir um portal misterioso. No entanto, o plano foge do controle. Com isso, a obra mistura humor, fantasia e suspense. Já o longa Dragkiller segue uma linha investigativa. A trama acompanha o desaparecimento de uma drag queen. A narrativa evolui com a investigação de uma repórter. Ao mesmo tempo, levanta questões sobre identidade e violência. O filme já acumula prêmios em festivais.
No campo acadêmico, o curta Qorpo Santo propõe uma abordagem experimental. Inspirado na vida do dramaturgo Qorpo-Santo, o filme mistura teatro e audiovisual. Assim, cria uma narrativa simbólica e reflexiva.

Formação e debate ampliam impacto cultural
Além das exibições, o festival investe em formação. Serão realizadas oficinas, palestras e debates. A proposta é qualificar o olhar do público. E, ao mesmo tempo, incentivar novos realizadores. Entre os convidados estão profissionais como Magnum Borini, com foco em produções de baixo orçamento. Também participa Ales de Lara. As atividades abordam aspectos técnicos e criativos do cinema de horror.
Além disso, oficinas conduzidas por Beatriz Saldanha e Queops Negronski discutem diversidade no gênero. O objetivo é ampliar o debate. E reduzir estigmas históricos ligados ao horror. A curadoria desta edição reúne nomes relevantes. Entre eles, Paulo Biscaia e Petter Baiestorf. A seleção também conta com Yamine Evaristo. Já os curtas são avaliados por Nelson Rocha Netto, Rodolfo Stancki e Gabriela Muëller Larocca.
Com isso, o festival busca ampliar sua abrangência. E consolidar o interior do Paraná como polo cultural. Além disso, a iniciativa pretende gerar impacto econômico. A organização prevê parcerias com universidades e prefeituras. Entre elas, instituições como Universidade Federal do Paraná e Universidade Estadual de Maringá.
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Horror como ferramenta cultural
O Festival Boitatá aposta em uma abordagem estratégica. Mais do que entretenimento, o horror é tratado como linguagem cultural. Assim, o evento promove reflexão. E fortalece a produção independente. Portanto, ao circular por diferentes cidades, o festival amplia o acesso. Ao mesmo tempo, cria oportunidades para novos talentos. E posiciona o gênero como vetor de desenvolvimento cultural e econômico.
Imagem de capa: Festival Boitatá/Reprodução
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