Um casarão no interior de Minas Gerais com atmosfera opressiva é o cenário de “Flores Astrais”. O livro de estreia do escritor Marcelo Nery segue Tiago, que retorna à fazenda de café da família após a morte do pai. Dessa forma, ao carregar um sobrenome com décadas de história, o protagonista se vê envolto em traumas familiares não resolvidos com uma narrativa que entrelaça passado e presente.

Descrito pelo autor como “uma saga familiar gótica rural mineira”, a obra debate temas como intolerância, hierarquias raciais e dinâmicas de poder. Assim,  a obra é um suspense psicológico que alterna entre o real e o fantástico, contando uma história sobre a herança colonial brasileira.

Além do aspecto psicológico, o autor aborda os temas centrais: luto, religiosidade e preconceito de maneira simbólica. Marcelo Nery mostra que é uma estrutura não linear que espelha o funcionamento da mente humana: “O passado não morre: ele se disfarça, mas continua assombrando”, afirma o autor. A obra é da Editora Mondru.

Sobre o autor

Marcelo Nery nasceu em Belo Horizonte. Formou-se em Ciência da Computação e foi professor universitário por 16 anos. Coordenou o curso de Jogos Digitais da PUC Minas, sempre alternando entre o universo acadêmico e o mercado criativo. Escreve desde pequeno e agora lança seu primeiro romance “Flores Astrais”.

De acordo com o autor, o processo de escrita de “Flores Astrais” nasceu do encontro entre história, fé e trauma. A narrativa busca convidar o leitor a refletir sobre as violências ocultas que se escondem atrás dos retratos de família. Além disso, o livro se assemelha à estética de telenovela e minisséries, com uma história carregada de drama e mistério.

A bagagem multifacetada do autor influencia diretamente sua abordagem narrativa: “Escrevo como quem investiga um mistério: método quando dá, intuição quando precisa”, explica. Suas influências vão desde clássicos como Agatha Christie e Edgar Allan Poe até a tradição mineira.

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