Em uma mistura de RPG, visual novel e um toque punk, Crow’s Requiem impressiona com jogabilidade fácil e uma história cativante
Lançado pela Ex-Ignorantia, o jogo “Crow’s Requiem” retrata um universo pandemicpunk, se destacando pelo enredo por trás do Corvo e um designer de tirar o fôlego. O game consegue trazer uma mecânica simples mas que deixa registrado que o simples bem feito conquista e surpreende.
Portanto, em “Crow’s Requiem”, o jogador acompanha a história do Corvo, um coletor de corpos, em um mundo que ainda vive a pandemia. Assim, o Corvo precisa realizar os trabalhos enquanto luta pela sobrevivência em uma cidade dominada por gangues e corrupção. Além disso, o jogador também precisa trabalhar a humanidade do personagem e descobrir sobre o propósito no jogo.
Mecânica
A mecânica do jogo é super simples, usando apenas o mouse, a jogabilidade se torna fácil e sem muito mistério. Dessa forma, no game o Corvo recebe os trabalhos em um “tablet” e assim ele precisa andar pela cidade com o carro recolhendo os corpos. Outro destaque fica com os enigmas, que são fáceis e tranquilos de realizar, assim, o jogo consegue entregar a proposta com maestria.

O jogo possui um mapa, e entra o diferencial, todo o trajeto é descontado no tempo do dia, então, ir de um lugar a outro pode custar 15min ou até mesmo 2h. Por conta disso, é importante ter estratégia, pois na demo, o Corvo faz favores e precisa administrar o favor com o trabalho.
Assim, a dinâmica do tempo e a gasolina deixam o jogo mais interessante, pois uma simples conversa no bar pode durar mais que o esperado e quando menos perceber, já está na hora de encerrar o dia.
Essa escolha, em trabalhar o tempo, deixa evidente um cuidado e um ponto interessante para o jogo. Não sendo tão comum essa interação e isso faz com que o jogador pense bem antes de tomar qualquer decisão. É notável que isso se difere e engrandece o jogo.
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História e designer
A premissa do jogo é interessante, fazer com o que o jogador fique encarregado de colher corpos, mas ao mesmo tempo, ser inserido na trajetória das gangues. Assim, o jogo cria a dinâmica de “agradar” o grupo que está com o corpo, deixando para o jogador a escolha de apenas realizar a colheita ou se aprofundar nos enredos.
Além disso, também somos apresentados a história do personagem e aos poucos as peças são encaixadas e o jogador consegue compreender o que está por trás do personagem. A intenção de criar um universo pandêmico e com rupturas deixa o jogo curioso, pois possibilita uma outra visão sobre a pandemia, algo mais brutal.
E tudo torna mais incrível com o narrador, sendo um diferencial para a dinâmica do visual novel, que muitas vezes apenas reproduz um som para especificar certos personagens. Mas em “Crow’s Requiem“, o jogador fica imerso a cada palavra citada pelo narrador, que te prende na história e deixa atento em qual será o próximo passo.
O jogo ainda consegue impressionar o designer. A escolha do punk é muito certeira, traz a urbanidade que o game precisa. Notável que há uma conversa entre o enredo com o designer, ao qual um completa o outro e juntos entregam algo magnífico. Como também, o jogo aposta em grafites, cores vivas com a essência de um universo punk.

Vale a pena jogar Crow’s Requiem?
SIM! O jogo aposta em uma dinâmica simples, mas com complementos que deixam a experiência interessante. Ajustar o tempo, tomar decisões importantes e enfrentar diálogos necessários, torna o game ainda mais envolvente. O jogador é colocado no centro de uma experiência imersiva.
A demo de “Crow’s Requiem” está disponível na Steam.
Imagem de capa: Reprodução/Ex Ignorantia
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