Com mais tempo de tela, a série da HBO pode expandir temas e personagens que aparecem nos livros mas não nos filmes
Com lançamento previsto para o natal de 2026, a adaptação de “Harry Potter” da HBO tem a oportunidade de expandir o universo que conquistou milhares de fãs ao longo dos anos. A série promete adaptar um livro por temporada, reintroduzindo o mundo da magia para novas gerações.
A franquia virou um dos maiores fenômenos culturais do século XXI, contando a história de um garoto órfão que descobre ser bruxo e passa a estudar em Hogwarts, onde faz amigos e enfrenta perigos mortais. Desde sua estreia no cinema em 2001, os filmes conquistaram bilheterias bilionárias e uma legião de fãs ao redor do mundo.
Mas, apesar de serem universalmente queridos, as adaptações da saga para o cinema acabaram deixando de lado vários momentos importantes da história. Por isso, é justamente nessas condições que a série tem chance de incrementar a experiência audiovisual.
O formato televisivo abre espaço para aprofundar personagens, motivações e temas que sustentam a narrativa ao longo dos livros. Portanto, com mais tempo de tela, o seriado, que conta com a produção de Francesca Gardiner e Mark Mylod (“Succession“), pode finalmente explorar essas lacunas e entregar uma versão mais completa da saga.
O que não pode ficar de fora
No começo do primeiro trailer, divulgado na última quarta-feira (25), uma cena chamou a atenção dos espectadores. Petúnia Dursley, a tia de Harry, tenta cortar o cabelo do jovem na intenção de conter sua rebeldia, mas se frustra no processo. A cena, que simboliza uma infância restrita, surge no segundo capítulo do primeiro livro – “Harry Potter e a Pedra Filosofal” –, mas nunca apareceu nos filmes.
Outra cena de destaque entre os fãs do livro é quando Hermione, que compõe o trio de melhores amigos junto de Rony, resolve o enigma de poções do Professor Snape. Essa vitória faz com que eles encontrem a pedra filosofal e consolida seu talento para bruxaria para além de sua inteligência.
Mais um exemplo de tema do livro que vale a pena ser explorado na série é a obsessão de Harry pelo Espelho de Ojesed. Enquanto no filme o protagonista visita o objeto mágico capaz de te mostrar seu desejo mais profundo, no livro ele passa várias noites de frente para seu reflexo ao lado de seus pais. Além disso, no livro, Dumbledore, o diretor da escola, precisa intervir e trazê-lo de volta à realidade.
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Também seria interessante se a série usasse o tempo alongado para aprimorar a complexidade de personagens secundários. Apesar de os fãs do livro se frustarem com o subdesenvolvimento de Gina Weasley, outros personagens merecem ganhar histórias interessantes. Os retratos das paredes de Hogwarts, que se movem e conversam entre si, e os fantasmas que habitam os corredores carregam histórias promissoras.
Imagem de capa: Reprodução/Folha de S.Paulo
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