Máquina de Guerra estrelado por Alan Ritchson mistura ação militar e ficção científica e chega ao streaming em 6 de março

A Netflix lança em 6 de março o filme “Máquina de Guerra“, novo thriller de ação e ficção científica estrelado por Alan Ritchson, conhecido pelo sucesso da série “Reacher“. Dirigido por Patrick Hughes (“Busca Sangrenta”), o longa aposta em um cenário militar realista que rapidamente se transforma em uma luta pela sobrevivência diante de uma força sobrenatural. A proposta combina referências diretas a clássicos do gênero, como “O Exterminador do Futuro“, “Predador” e “Battleship“.

A trama se passa durante a fase final da seleção de Rangers do Exército dos Estados Unidos. O que deveria ser apenas um exercício de treinamento de uma equipe de elite assume contornos inesperados quando os soldados passam a enfrentar uma ameaça inexplicável. A partir desse ponto, o filme abandona a lógica tradicional de testes militares e mergulha em uma narrativa marcada por tensão constante, isolamento e violência crescente.

"Máquina de Guerra"
Alan Ritchson no filme | Crédito: Ben King/Netflix

Um protagonista marcado pelo trauma

Alan Ritchson interpreta um engenheiro de combate identificado apenas como 81, número que remete diretamente à sua posição no processo de seleção. Desde o início, o personagem carrega um histórico de trauma pessoal, causado pela perda do irmão em um ataque do Talibã. Por isso, esse passado recente impacta de forma direta seu estado emocional. Como consequência, a narrativa apresenta um protagonista vulnerável, distante da imagem tradicional do herói invencível. Além disso, essa fragilidade ganha ainda mais relevância quando o treinamento militar se transforma em um verdadeiro cenário de horror.

Ao mesmo tempo, a presença de Dennis Quaid (“A Substância”) no papel do sargento-mor Sheridan acrescenta densidade dramática ao filme. Seu personagem surge como uma figura de autoridade atenta aos limites físicos e psicológicos de 81. Sobretudo, essa preocupação se intensifica à medida que os acontecimentos fogem do controle. Paralelamente, o elenco conta com Jai Courtney, Esai Morales, Stephan James, Keiynan Lonsdale e Daniel Webber. Juntos, eles completam o grupo de soldados envolvidos na missão, reforçando o clima de tensão, conflito e sobrevivência que atravessa toda a narrativa.

O que esperar do novo filme "Maquina de Guerra"
Cena de Máquina de Guerra | Crédito: Ben King/Netflix

Ação, terror e sobrevivência em um cenário extremo

Do ponto de vista estético, “Máquina de Guerra” aposta em ambientes hostis para intensificar a sensação de perigo constante. Para isso, as filmagens ocorreram em montanhas, corredeiras violentas e cachoeiras geladas. Como resultado, o cenário natural se transforma em um elemento narrativo essencial, ampliando o clima de tensão e vulnerabilidade. Além disso, a orientação do diretor Patrick Hughes foi clara: tratar o projeto como um filme de terror. Assim, o longa prioriza o medo, a imprevisibilidade e a reação humana diante do desconhecido.

Essa decisão se reflete diretamente no tom do trailer. Nele, a escalada do conflito ganha destaque, ao mesmo tempo em que os personagens demonstram dificuldade para compreender a ameaça que enfrentam. Nesse contexto, a violência surge de forma direta e contínua. Ao longo das cenas, o filme apresenta imagens intensas, momentos perturbadores e linguagem imprópria, reforçando sua classificação indicativa elevada.

Por fim, descrito como um espetáculo de ação com espírito retrô, “Máquina de Guerra” combina tensão psicológica, violência física e uma ameaça não convencional. Dessa maneira, o filme busca dialogar com fãs do cinema de gênero das décadas passadas. Ao chegar ao catálogo da Netflix, a produção se posiciona como uma opção para quem procura ação intensa, narrativa de sobrevivência e referências claras à ficção científica e ao terror clássico.

Imagem de capa: Reprodução/IMDB