“A Fábrica de Cretinos Digitais” sintetiza os efeitos do uso de telas por crianças e adolescentes

O neurocientista Michel Desmurget apresenta no livro “A Fábrica de Cretinos Digitais“, o declínio acentuado nas habilidades cognitivas das gerações atuais. O autor enfatiza e contribui com a a tese sobre os malefícios do uso de telas durante a formação de indivíduos.

Desse modo, destaca que tais usos constantes e mais frequentes a cada idade, comprometem a vida humana em desenvolvimento em diversos níveis. Levando em consideração as horas diárias e anuais de exposição para cada fase. Como no trecho da sinopse, a seguir:

Ao contrário do que a imprensa e a indústria da tecnologia costumam difundir, o uso das telas, longe de ajudar no desenvolvimento de crianças e estudantes, acarreta sérios malefícios à saúde do corpo (obesidade, problemas cardiovasculares, expectativa de vida reduzida), ao estado emocional (agressividade, depressão, comportamentos de risco) e ao desenvolvimento intelectual (empobrecimento da linguagem, dificuldade de concentração e memória).

Sinopse de “A Fábrica de Cretinos Digitais

A obra francesa, lançada em 2021 pela Editora Vestígio, encontra-se disponível no site da editora na versão em português com a tradução de Mauro Pinheiro. O profissional já traduziu obras de grandes autores, como Émile Zola, André Gide, Romain Gary e Marguerite Yourcenar, para a Estação Liberdade.

Sobre o autor

Michel Desmurget é neurocientista e diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França. Dessa forma, com seu trabalho, relaciona sua experiência na área com outros estudos que reforçam os impactos do uso indiscriminado de telas na rotina de crianças e adolescentes.

Portanto, seus estudos visam elucidar e alertar quanto às consequências para a sociedade de tais escolhas sem senso crítico. Visto que, com o declínio cognitivo, pode-se afirmar que seus efeitos já se fazem visíveis no cenário atual.

Imagem de capa: Site da Editora Vestígio.

Estagiária sob supervisão de Anna Flávia Lopes