Pesquisa levantou dados sobre hábitos de consumo do público de jogos no Brasil e revelou que mulheres são maior parte dos jogadores no país
A Pesquisa Game Brasil divulgou, nesta sexta-feira (10), os dados da PGB 2026. A apuração foi realizada pela Go Gamers e SX Group em parceria com a Blend New Research e ESPM. Anualmente, a empresa traz informações sobre o consumo de games no Brasil e em outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru.
A 13ª edição da pesquisa aconteceu entre 05 de março de 2025 e 13 de março de 2025 e contou com a participação de 7.115 entrevistados. Dados revelam que geração Z, de 15 a 29 anos, é a maior consumidora de jogos no país, e que número de jogadoras é maior que o número de jogadores homens.
O perfil dos jogadores brasileiros, segundo PGB 2026
De acordo com a PGB 2026, 52,8% dos jogadores no Brasil pertencem ao público feminino, enquanto apenas 47,2% são homens. Além disso, jovens e jovens adultos, entre 15 e 29 anos, são a maior parte dos jogadores, com parcela de 36,5%, enquanto players dos 30 aos 44 anos são 33,7% do público total. Sobre esses números, a SX Group acrescentou:
“O consumo se concentra sobretudo entre adultos jovens (25 a 35 anos), faixa em que os jogos digitais aparecem mais integrados à rotina de entretenimento. Entre os mais velhos, a participação permanece relevante, mas com menor intensidade, sugerindo diferenças geracionais no vínculo com os games.”

Ao entrar no recorte racial e de classe, nota-se maior presença de pessoas brancas, do que negros. Do total, 54,2% se identificam como brancos, enquanto 43,5% se incluem como pretos ou pardos. Além disso, 54,9% dos jogadores fazem parte da classe média.
Jogadores brasileiros preferem jogar no smartphone do que no console ou computador
O relatório também revelou que a maior parcela dos brasileiros, 44,1%, tende a jogar no smartphone. Já o console aparece em segundo lugar, com 24%, contra os 21,2% de jogadores que preferem jogar no computador.
Aliás, o público masculino consome mais jogos em console e computador, enquanto o smartphone é mais utilizado entre as mulheres.

Os celulares também são mais usados para jogar entre os públicos de classe DE. 23,2% desse perfil de usuários utiliza o aparelho para jogar, enquanto 13,4% jogam pelo console e 17,4% pelo computador. Em comparativo, apenas 9,6% dos jogadores de classe A têm preferência pelo smartphone, contra 18,2% que usa o console e 14,2% que se mantém no computador.
Jogadores de computador e console engajam mais a indústria dos jogos do que usuários de smartphone
A pesquisa também questionou os jogadores sobre o tempo médio gasto por semana, jogando em todas as plataformas que possui. De acordo com as respostas, usuários de smartphone dedicam de 2 a 4 horas semanalmente.
Já os jogadores multiplataforma, que jogam em computador e console, dedicam uma média de 8 a 20 horas semanais. Além disso, esses players também realizam maior número de compras e download de jogos. 27,4% dos usuários de computador e 24,6% de console compram regularmente, ao menos uma vez no mês, contra 18,8% presente no público que utiliza celular.
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PGB 2026 revelou hábitos de consumo entre os jogadores do país
Usuários falaram sobre se consideram gamer ou não. Ao serem questionados, 58,3% dos jogadores da geração Z responderam que sim, igualmente a 46,6% dos millennials. Já entre as gerações X e Boomers, 73,6% e 83,2% não se consideram. A SX Group falou sobre esse dado:
“O fator de se considerar gamer nos indica uma relação com questões identitárias e culturais, onde os mais jovens vivem a cultura gamer de maneira mais intensa e presente no seu dia a dia.”
Em relação à compra de novos jogos, 27,9% dos usuários têm preferência por adquirir os games nos primeiros meses de lançamento, após ver algumas avaliações. Já 26,2% dos entrevistados afirmou que tende a esperar alguma promoção para garantir os títulos.

Além disso, em um recorte de março de 2024 à março de 2025, 26,5% dos jogadores revelaram que compraram menos jogos em lançamento e aguardaram mais por promoções.
Outro fator de discussão revelado pela PGB 2026 foi quanto ao uso de IA na produção dos jogos. 45,7% dos jogadores responderam que essa questão é preocupante devido à perda de empregos e a precarização do trabalho criativo. Já 38,4% informou se preocupar com a queda de qualidade dos games, e 39,6% disse que se questiona sobre os direitos autorais e uso indevido do trabalho de artistas.
Apesar disso, 39,3% comprariam um jogo que fosse produzido, majoritariamente, com o uso de IA. Enquanto isso, 40,9% talvez pudessem comprar. Mas, parte minoritária de 15,4%, afirmou que não compraria esse tipo de game.
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Quais são os jogos favoritos dos brasileiros?
Além de dados a respeito do perfil e dos hábitos de consumo de jogos entre os usuários, a pesquisa também revelou quais são os games mais jogados no Brasil. Entre os fãs de jogos mobile, Free Fire é o grande favorito, seguido por Candy Crush Saga, Roblox e The Sims mobile.
Já entre os usuários de computador, League of Legends lidera a lista, enquanto The Sims, Minecraft e Counter Strike chegam em seguida. Por fim, GTA é o game preferido para os fãs de console, enquanto EA Sports FC, Fortnite e Resident Evil fecham a lista.

Por fim, os dados revelaram que adaptações dos jogos são bem aceitas pelo público, 59,8% dos usuários entrevistados afirmam que costumam consumir o universo transmídia dos jogos, como filmes, séries e animes que expandem a história dos títulos.
Imagem de Capa: Freepik
Estagiária sob supervisão de Julia Gabriela.
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