Hoje, o mundo literário celebra o aniversário de Alice no País das Maravilhas, a obra-prima de Lewis Carroll que, desde sua publicação, transporta leitores para um universo mágico e surreal. Publicada pela primeira vez em 1865, a história da menina curiosa que segue o Coelho Branco rapidamente se tornou um marco literário. Assim, vamos revisitar a importância desse clássico que, há mais de um século, inspira leitores, cineastas e artistas de diferentes partes do mundo.

A princípio, Alice no País das Maravilhas nasceu de um momento de amizade e criatividade. Durante um passeio de barco pelo rio Tâmisa em 1862, Carroll, acompanhado de Robinson Duckworth e das filhas de Henry Liddell, inventou uma história mágica para entreter as meninas. A trama envolvia uma jovem chamada Alice que caía em uma toca de coelho e descobria um mundo fantástico e repleto de surpresas.

Diante disso, Alice Liddell, encantada com a narrativa, pediu a Lewis que a colocasse por escrito para poder revisitar as aventuras sempre que desejasse. Como resultado, o autor transformou essa história improvisada em uma das mais importantes e amadas obras da literatura mundial.

O manuscrito original de Alice no País das Maravilhas

Lewis levou o pedido a sério e, no final de 1864, entregou a Alice Liddell um manuscrito intitulado “Alice’s Adventures Under Ground”, ilustrado por ele mesmo. Esse manuscrito continha a essência da história, mas foi posteriormente expandido, revisado e publicado como “Alice’s Adventures in Wonderland” em 1865.

Crédito: Domínio Público

Inspiração para os elementos

Lewis Carroll baseou muitos elementos de Alice no País das Maravilhas em sua própria vida e interesses. Ele se inspirou em Alice Liddell para criar a personagem Alice, que personifica a curiosidade infantil e o desejo de explorar e questionar o mundo ao seu redor.

O Coelho Branco, por sua vez, reflete o fascínio do autor pela matemática, simbolizando a busca pelo desconhecido, que leva Alice a um mundo cheio de mistérios e surpresas. A obra está repleta de paradoxos e jogos de palavras, que expressam a paixão de Carroll pela lógica. Ele transforma situações cotidianas em momentos surreais, desafiando as convenções da linguagem e da realidade.

Alice Liddell no verão de 1858.
Crédito: Domínio Público

O universo de Alice, gerou duas obras principais

Alice no País das Maravilhas (1865) foi o primeiro livro, que introduz a aventura de Alice em um mundo surreal e repleto de personagens excêntricos. Em seguida, veio a sequência Alice Através do Espelho e o Que Ela Encontrou Por Lá (1871), na qual Alice entra através de um espelho e vive novas aventuras, incluindo a famosa “coroação” como rainha no jogo de xadrez.

Além dessas duas obras centrais, diversas adaptações, versões ilustradas e edições especiais foram lançadas.

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