No dia 7 de fevereiro é celebrado o Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas. A data marca um momento importante de reflexão para uma nação que, por séculos, silenciou e desvalorizou os povos originários. Instituída em 2008, a celebração então homenageia o líder guarani Sepé Tiaraju, assassinado durante confrontos contra forças colonizadoras espanholas e portuguesas.

Assim, mais do que uma lembrança histórica, a data funciona ainda como um convite à reflexão sobre os desafios que os povos indígenas ainda enfrentam diariamente na luta pela preservação de seus direitos, territórios e culturas.

Dessa forma, a literatura surge como uma poderosa aliada na valorização dessas vozes. Para usar esse potencial transformador junto às crianças, Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de Literatura e Informativos do Editorial de Educação Básica da SOMOS Educação, destaca três obras que ajudam a ensinar o valor da cultura indígena desde a infância.

Livros infantis que ajudam a valorizar a cultura indígena

Um dos livros citados é “Iracema”, de José de Alencar, um clássico da literatura brasileira. A obra retrata o relacionamento entre uma jovem indígena tabajara e um colonizador português no Ceará. Na versão ilustrada, Raquel Teixeira utiliza sua vivência como indígena para dar uma nova roupagem à narrativa. Ela apresenta, por meio da HQ, uma perspectiva que rompe com estereótipos historicamente associados aos povos originários.

Outras duas obras indicadas por Laura são “O Segredo da Chuva” e “Um Sonho que Não Parecia Sonho“, de Daniel Munduruku. Ativista indígena e autor premiado, Munduruku compartilha em seus livros aspectos da cultura indígena de forma sensível e acessível ao público infantil.

Em O Segredo da Chuva, o leitor acompanha a jornada do jovem Lua, que parte em busca do Espírito da Chuva para salvar seu povo da seca. Ao longo do caminho, ele enfrenta desafios e aprende sobre a importância da conexão com a natureza e seus elementos.

Já em Um Sonho que Não Parecia Sonho, Munduruku propõe um diálogo entre crianças da cidade e as lendas indígenas, mostrando assim como os sonhos podem ir além do imaginado e carregar mensagens profundas sobre identidade, respeito e pertencimento.

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