Quatro décadas após sua primeira indicação ao Oscar, Amy Madigan conquista a estatueta por seu papel perturbador no terror “A Hora do Mal”

A atriz Amy Madigan protagonizou um dos momentos mais curiosos e memoráveis da noite do Oscar 2026. Aos 75 anos, a veterana venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação no terror e mistério “A Hora do Mal” e, ao subir ao palco para receber a estatueta, soltou uma gargalhada que muitos descreveram como uma verdadeira “risada de bruxa”, arrancando aplausos e risos da plateia.

No filme de Zach Cregger, Madigan interpreta Tia Gladys, uma figura excêntrica e inquietante que se destaca como uma das presenças mais marcantes da história. A performance da atriz foi amplamente elogiada pela crítica, equilibrando momentos de humor estranho com uma ameaça quase sobrenatural. A vitória também marca um feito histórico já que Madigan se tornou a segunda atriz mais velha a vencer o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Tal fato reforça a força de uma carreira que atravessa mais de quatro décadas.

Bom humor ao receber a premiação

Durante o discurso, a atriz mostrou bom humor ao comentar a longa espera desde sua primeira indicação. “Todo mundo me pergunta o que mudou depois de 40 anos… o que mudou foi esse homenzinho dourado”, brincou, levantando a estatueta. Ela também revelou que tentou ensaiar um discurso enquanto tomava banho na noite anterior, arrancando novas risadas do público.

Madigan aproveitou o momento para agradecer ao diretor, afirmando que ele “escreveu um papel dos sonhos e me deixou agarrá-lo com unhas e dentes”. A atriz também dedicou parte do discurso à família, incluindo o marido, o ator Ed Harris, que acompanhava a cerimônia da plateia.

A vitória coroa uma temporada de premiações consistente para a atriz. Antes do Oscar, Madigan já havia conquistado o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Screen Actors Guild Awards e recebido indicação ao Golden Globe Awards pelo mesmo papel. Surpreendentemente, na corrida deste ano, ela superou outras indicadas de destaque, como Wunmi Mosaku, Teyana Taylor, Elle Fanning e Inga Ibsdotter Lilleaas.

Premiação com valor simbólico

Amy Madigan em A Hora do Mal
Amy Madigan vem ganhando destaque pela sua atuação em “A Hora do Mal” | Crédito: Reprodução/IMDB

A conquista também tem um valor simbólico importante já que o intervalo entre sua primeira indicação por Duas Vezes na Vida
e a vitória atual chega a cerca de 40 anos, um dos maiores já registrados na história da premiação.

Nascida em Chicago em 1950, Madigan construiu uma carreira sólida no cinema, teatro e televisão. Ao longo das décadas, participou de produções marcantes como Field of Dreams, além de séries como Grey’s Anatomy e Fringe. No entanto, foi com “A Hora do Mal” que a atriz voltou aos holofotes de forma contundente, mostrando que sua presença em cena continua tão poderosa quanto no início da carreira.

Quarenta anos depois de sua primeira indicação ao Oscar, Amy Madigan retorna ao centro da indústria cinematográfica com uma atuação intensa e uma gargalhada digna de filme de terror para celebrar.

Crédito da capa: Warner Bros.