Edição do Oscar neste ano conta com concorrência acirrada entre três filmes
Daqui exatamente uma semana, o Brasil voltará a se unir em torcida pelo Oscar! Após a vitória de “Ainda Estou Aqui” em 2025, este ano será a vez de Wagner Moura e “O Agente Secreto” concorrerem pelo principal prêmio de Hollywood. Além das categorias de ‘Melhor Filme Estrangeiro’ e ‘Melhor Ator’, o longa de Kléber Mendonça Filho também concorre a ‘Melhor Direção de Elenco’ e a ‘Melhor Filme’.
Esta última categoria trata-se da mais importante do Oscar, e obviamente também é a que gera mais expectativa na audiência. Ao contrário de outras edições, a premiação neste ano não conta com um favorito disparado, mas sim com três filmes que estão protagonizando uma briga acirrada: “Uma Batalha Após a Outra“, “Hamnet” e “Pecadores“.
Para se ter uma ideia, estes são os únicos filmes deste ano que garantiram estatuetas em todas as principais premiações que antecedem o Oscar: o Critics Choice Awards, Globo de Ouro, Bafta e o The Actor Awards (o antigo SAG Awards).
Briga pelo Oscar: alguém sai na frente?
Apesar da imprevisibilidade neste ano, podemos dizer que há um desses filmes que pode contar com uma ligeira vantagem: “Uma Batalha Após a Outra”. Até o momento, o filme dirigido e roteirizado por Paul Thomas Anderson venceu 215 prêmios, de um total de 445 nomeações, fora as 13 indicações ao Oscar.
O nome de peso do cineasta é o principal fator que eleva o favoritismo do longa. Paul Thomas Anderson também está indicado a ‘Melhor Direção’, categoria que já venceu no Critics Choice Awards, Globo de Ouro e Bafta (o The Actor Awards não premia diretores ou roteiristas).
Junto a isso, o cineasta também venceu categorias pelo roteiro em todas as três premiações citadas acima, aumentando as chances dele repetir o feito de Sean Baker com “Anora” em 2025, que venceu como diretor, roteirista e também levou ‘Melhor Filme’ para casa.
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“Pecadores” se tornou o fenômeno do ano
Apesar do peso de Paul Thomas Anderson e “Uma Batalha Após a Outra”, “Pecadores” também pode ser o filme prestigiado da noite. Afinal, o longa já fez história antes mesmo do dia 15, se tornando o recordista histórico em nomeações, com 16 no total.
Além do prestígio no Oscar, “Pecadores” também garantiu aclamação em outras premiações, totalizando 218 estatuetas em 424 indicações. O poder da obra também está em sua popularidade e o fator novidade, já que o blockbuster entregou uma narrativa totalmente original que liderou em bilheteria nas semanas em que esteve em cartaz nos Estados Unidos.
O cineasta Ryan Coogler também conta com uma carreira em ascensão como um dos mais bem sucedidos de sua geração. Não à toa, o estadunidense concorre a ‘Melhor Diretor’, além de ‘Melhor Roteiro Original’, como o roteirista responsável pelo longa, e a ‘Melhor Filme’ também como produtor.
Outro fator que pesa a favor de “Pecadores” é a vitória na principal categoria do The Actor Awards, a de ‘Melhor Elenco de Cinema’. Nos últimos 10 anos, a premiação do sindicato estadunidense de atores “previu” o vencedor de ‘Melhor Filme’ no Oscar seis vezes. Curiosamente, um dos prêmios que divergiu foi justamente uma vitória de um filme de Coogler, “Pantera Negra” em 2019, enquanto a estatueta dourada ficou para “Green Book“.
“Hamnet” também chega com força na premiação
“Hamnet” também não fica para trás em comparação a “Uma Batalha Após a Outra” e “Pecadores”. Ao todo, o filme já venceu 57 prêmios em 188 indicações (fora as oito pendentes no Oscar). Vale destacar que o longa possui produção/distribuição britânica, e por isso não concorreu a alguns dos prêmios estadunidenses em que os concorrentes marcaram presença.
No Globo de Ouro, o filme da cineasta Chloé Zhao garantiu o prêmio de ‘Melhor Filme de Drama’, onde concorreu com “Pecadores”, “Frankenstein“, “O Agente Secreto”, “Foi Apenas um Acidente” e “Valor Sentimental“. Já no Bafta, “Hamnet” venceu como ‘Melhor Filme Britânico’, apesar de ter perdido para “Uma Batalha Após a Outra” em ‘Melhor Filme’.
Mesmo estando possivelmente atrás na corrida em comparação aos dois “carros-chefes” de 2026, uma vitória de “Hamnet” não seria uma surpresa na noite. Isso porque Chloé Zhao já subiu ao palco do Oscar anteriormente, quando se tornou apenas a segunda mulher a vencer em ‘Melhor Direção’.
Na mesma noite, ela também garantiu a estatueta em ‘Melhor Filme’, ambos por “Nomadland“. Além disso, o longa conta com o favoritismo disparado em uma das poucas categorias que pode já ter um vencedor encaminhado: a de ‘Melhor Atriz’, com Jessie Buckley, que já venceu o Globo de Ouro, Critics Choice, Bafta e The Actor Awards.
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Como fica “O Agente Secreto” e os demais nomeados?
Infelizmente para nós brasileiros, a chance de “O Agente Secreto” não vencer na categoria de ‘Melhor Filme’, assim como “Ainda Estou Aqui” em 2025, é grande. Obras estrangeiras raramente fazem frente aos longas estadunidenses, especialmente quando chegam ao Oscar sem vitórias em premiações anteriores nesta categoria de ‘Melhor Filme’.
Além do longa brasileiro, os demais nomeados também “correm por fora” na disputa pela categoria. São eles: “Bugonia“, “F1: O Filme“, “Frankenstein”, “Marty Supreme“, “Valor Sentimental” e “Sonhos de Trem“.
O Oscar terá exibição pela TV Globo, além da TNT e do streaming HBO Max no dia 15 de março. Nestes dois últimos, a cobertura começará a partir das 20h (horário de Brasília), enquanto na TV aberta a exibição ocorrerá após o Fantástico.
Imagem de capa: Divulgação/Warner/Focus Features
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