Em jogos dominados pelo protagonismo masculino, muitas personagens femininas se destacam e acabam roubando a cena

O 8 de março comemora o Dia Internacional da Mulher, em uma celebração de conquistas mas repleta de luta por espaços e direitos iguais. No mundo dos games, infelizmente, o machismo ainda domina a indústria, mas diante de tantos desafios, muitas mulheres se destacam, seja na indústria, no Esports ou até mesmo em um jogo. 

Alguns games possuem grandes personagens femininos como destaque, como a Lara Croft, em Tomb Raider, se tornando um símbolo pop. Ou até mesmo o protagonismo compartilhado em The Last of Us II, com Ellie e Abby, conduzindo grande parte do enredo. 

Ainda assim, muitas franquias ainda são dominadas por protagonistas masculinos, no entanto, diversas personagens femininas acabam roubando a cena durante o jogo e virando um grande destaque. Pensando nisso, o GeekPop News levanta a questão: e se a história fosse contada a partir do ponto de vista delas? 

Ciri – The Witcher 3: Wild Hunt

The Witcher acompanha a história do bruxo Geralt de Rívia, em busca da filha adotiva, Ciri. No entanto, o game deveria ganhar um destaque trazendo o ponto de vista da personagem feminina. 

Nesse caso, o POV seria a busca de Ciri pelo Wild Hunt e o seu encontro com o Geralt de Rívia. A ambientação do jogo permaneceria a mesma, com um mundo aberto, escolhas morais, exploração e combate estratégico. E mesmo assim, o jogador ainda poderia definir o destino dela, em se tornar uma bruxa, assumir o trono de Nilfgaard ou desaparecer ao combater o White Frost.

Ciri, personagem de The Witcher III
Créditos: Reprodução/The Witcher III

A personagem já é jogável com algumas missões, porém, ela se tornaria dona da própria história. Sendo uma herdeira do Sangue Ancestral e o alvo da Caçada Selvagem, o jogador buscaria formas para deixá-la mais forte. Ciri se destaca pela alta mobilidade, habilidades de teletransporte e combate focado em velocidade, sem o uso de poções ou sinais de bruxo. 

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Ada Wong – Resident Evil 4 

A Ada Wong é uma das personagens mais enigmáticas da franquia de Resident Evil. Introduzida no Resident Evil 2, a personagem chamou rapidamente a atenção dos jogadores por sua personalidade e habilidades de espiã. Ao longo dos jogos, a Ada aparece em  momentos cruciais da narrativa. 

Mesmo não protagonizando um título principal da série, Ada desempenha um papel importante em diversos momentos da franquia, como em Resident Evil 4, onde ela atua junto aos acontecimentos da história. Sua experiência em espionagem, infiltração e combate  a torna uma personagem com grande potencial para ser a protagonista de um jogo. 

Ada Wong, personagem de Resident Evil 4
Créditos: Reprodução/Resident Evil

Um título com Ada Wong como protagonista poderia explorar seu passado e sua relação com a espionagem. Trazendo uma perspectiva de jogo diferente, focado na espionagem, furtividade e operações secretas.

Zelda – The Legend of Zelda 

Apesar de levar o nome no título, Zelda não se destaca como protagonista nos jogos de “The Legend of Zelda”. Link assume o papel no jogo e até chega a salvar a princesa em algum momento. Ao invés de depender de um homem para salvar o universo, por que não uma mulher nesse papel? 

Focando em uma personagem resiliente, inteligente e com personalidade, Zelda assumiria o protagonismo com maestria. Portanto, trazer Zelda como o nome titular no game mudaria a visão da indústria. 

Dessa forma, a franquia poderia focar em um RPG repleto de magia e estratégia. Assim, seria um resgate repleto de personalidade. Trazer Zelda como protagonista fortalece o título e enriquece a franquia, sem alterar a história e ao mesmo tempo trabalha com a representatividade feminina no clássico jogo. 

Princesa Zelda
Créditos: Reprodução/Nintendo

Freya – God of War Ragnarok 

Inspirada na deusa nórdica do amor, Freya é uma personagem que passa por uma intensa jornada emocional ao longo da história dos jogos de God of War. Marcada pela dor, pela perda, pela busca de justiça e pela reconstrução de sua própria identidade, Freya é uma das personagens mais complexas da franquia. 

Durante God of War: Ragnarok, a personagem demonstrou ser uma guerreira poderosa com grandes domínios de magia e de combate. Sendo uma personagem extremamente forte, Freya poderia trazer um grande protagonismo na franquia. 

Dessa forma, o jogo poderia ser focado no passado de Freya e aprofundar a narrativa em relação aos reinos da mitologia nórdicos, com histórias que foram somente citadas nos títulos recentes do jogo, como a guerra entre Vanir e Aesir. A personagem se destacaria com uma gameplay baseada em magia, invocações e controle da natureza. 

Fraya, personagem de God of War Ragnarok
Créditos: Reprodução/God of War

Imagem de capa: Reprodução/Resident Evil

Texto produzido em parceria com a redatora Ana Clara Rangel.