No último domingo, Frankestein venceu três categorias no Oscar. O filme de Guillermo del Toro é uma adaptação do clássico criado por Mary Shelley em 1816. A obra nasceu quando a autora tinha apenas dezoito anos e passava um fim de semana na casa do poeta Lord Byron. Mary fazia parte de um seleto grupo que também contava com John Polidori (autor de “O Vampiro”, precursor de Drácula) e Claire Clairmont.
O grupo se via preso dentro de casa devido ao “ano sem verão”, época em que uma erupção vulcânica na Indonésia provocou meses de tempestades e frio extremo. Assim, para vencer o tédio, Byron teve a ideia de propor um desafio literário onde cada convidado deveria escrever uma história de terror.
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A obra que revolucionou a literatura
O que começou como uma brincadeira despretensiosa acabou dando origem a um dos maiores clássicos da literatura mundial. Sem inspiração, Mary passou dias sem saber sobre o que escrever até que, após ouvir uma conversa sobre tentativas científicas de reanimar tecidos mortos com eletricidade, ela teve um estranho sonho. Nele, um estudante analisava um corpo inerte e entrava em pânico logo depois, ao se dar conta de que havia criado um monstro. Apesar de acordar assustada, Mary logo começou a escrever.
Com o título “Moderno Prometeu“, a obra foi publicada anonimamente, já que era inconcebível que uma mulher pudesse escrever uma história como essa. O nome de Mary só apareceu na capa em 1823. O enredo conta a história de Victor Frankenstein. Cientista, ele é obcecado pela ideia de desafiar a morte e, assim, acaba criando uma forma artificial de vida. Após ser bem-sucedido em seu experimento, ele precisa conviver com as perigosas consequências de suas decisões.
Uma das obras mais adaptadas, Frankenstein é o primeiro romance de ficção científica da história.
Imagem de capa: Amazon
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