Como a autora de inúmeros best-sellers vem traduzindo seu império literário para o cinema
Na década passada, um diferente titã da literatura romântica governava de forma suprema na esfera cultural – você deve se lembrar do renomado Nicholas Sparks. Seus livros eram tópicos recorrentes nas conversas entre leitores, e as adaptações cinematográficas dessas obras eram sinônimo de sucesso.
Na década de 2020, o nome Colleen Hoover ocupa esse mesmo lugar, agora com um pouco mais de ousadia e abordando temas mais complexos. Assim como Sparks, a autora norte-americana tem um catálogo extenso, de mais de 20 livros, que seguem uma certa fórmula específica: livros de romance que não fogem da realidade violenta do século XXI.
Por vezes detrimental, mas nunca falho, a repetição das mesmas narrativas e abordagens com um leitura acessível e viciante colocam Hoover no topo das paradas. A autora de 46 anos lançou 24 romances na primeira década de sua carreira. Assim, em 2022 ela se tornou a escritora mais vendida do mundo, com títulos como “É Assim que Acaba” e “Até o Verão Terminar”.
No entanto, sua performance ímpar no mercado editorial tem ficado em segundo plano nos últimos anos e a autora tem migrado para o universo cinematográfico. Apesar dessa mudança, uma reportagem da Forbes explica que os royalties dos livros continuam marcando presença. Em 2025, a autora ganhou cerca de US$4 milhões (R$21,03 milhões), mas poderia ter triplicado esse total se o ritmo de livros tivesse sido o usual.
A trajetória das adaptações de Colleen Hoover
Durante os últimos quatro anos, CoHo (como os fãs a apelidam) tem feito o esforço de unir seu desempenho no mercado editorial com o da indústria do cinema. Por isso, não é surpreendente o fato de que as adaptações de seus romances tenham se tornado uma força de bilheteria.
Apesar da polêmica nos bastidores de “É Assim que Acaba” (2024), que envolve os protagonistas Blake Lively e Justin Baldoni, o longa arrecadou R$1,8 bilhão em todo o mundo. Além disso, seu filme mais recente, “Se Não Fosse Você” (2025), alcançou R$473,28 milhões no fim de 2025.

O próximo marco no cinema de Hoover promete ser a adaptação de “Verity“, que estreia em outubro deste ano. Com protagonismo de Anne Hathaway e Dakota Johnson, o filme reconta a história de um dos livros mais famosos da autora e marca sua quarta adaptação em pouco mais de dois anos.
O que existe de diferente na jornada dela?
Entre as diversas conquistas da autora, está a criação de sua própria produtora de filmes em associação com a Lauren Levine, a Heartbones Entertainment. Ao invés de continuar a vender os direitos de seus livros para grandes estúdios, Hoover decidiu priorizar o controle criativo de suas obras e fazer ela mesma a tradução do papel para a tela.
Segundo profissionais da indústria, essa foi uma escolha arriscada, já que ela escolheu abdicar de um dinheiro adiantado e de tempo para escrever novas obras. Ainda mais, ela correria o risco de não conseguir vender os filmes – mas esse não foi o caso. Em 2024, a dupla apresentou seu roteiro para “Reminders Of Him” (2026), que está atualmente em cartaz, e a garantia de um trabalho bem feito gerou um senso de segurança para a imagem da autora. O projeto ficou com a Universal, que aposta na base de fãs da autora para sustentar um lançamento de grande escala nas telonas.
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Colleen Hoover se junta ao seleto grupo de autores como Grisham, Stephen King e Nicholas Sparks que fizeram o que antes parecia arriscado. Hoje em dia, suas adaptações ganham seu apelo comercial com base em suas marcas pessoais, sem depender de cara de grandes nomes da indústria – que, no fim das contas, sempre mostram interesse em participar dos sucessos cinematográficos.
Imagem de capa: Folha de S.Paulo
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