Em entrevista ao GeekPop News, autora comenta sua trajetória, o processo criativo e o equilíbrio entre temas sensíveis e a comédia romântica
Stefany Nunes, autora do livro “A melhor surpresa” falou exclusivamente ao GeekPop News sobre sua trajetória e sobre o processo de escrita do livro. Com formação em Letras e Direito, a escritora atualmente se dedica completamente à carreira na literatura. O romance “A melhor surpresa” trata de temas como luto, ansiedade e depressão sem perder a leveza característica da comédia romântica.
Confira a entrevista com Stefany Nunes:
Você poderia se apresentar para os nossos leitores nas suas próprias palavras? Queremos conhecê-la melhor.
Meu nome é Stefany Borba, tenho formação em Letras e Direito, mas atualmente me dedico completamente à carreira de autora. Comecei a escrever no final de 2020 e oficialmente publiquei meu livro em maio de 2021. Em resumo, comecei escrevendo romances de época, mas depois publiquei obras contemporâneas. Hoje, já tenho quase cinco anos de carreira e mais de 40 publicações.
Além disso, vivo em Londres há mais de 6 anos, então geralmente ambiento minhas histórias na Inglaterra. E também, sou publicada no Reino Unido, com “Falling on a Duke”, a tradução do meu romance “Um duque do passado”.
“A melhor surpresa” trata de temas fortes como luto e ansiedade, mas pela lente da comédia romântica. Como você equilibrou essas diferentes camadas emocionais na construção da história?
Geralmente o tom das minhas histórias é mais leve e divertido. No caso de “A melhor surpresa”, ambos os personagens já sobreviveram seus dias mais difíceis, então eles se encontram no período posterior aos respectivos traumas. Eles passaram pela terapia, aprenderam a lidar com os períodos turbulentos e a identificar o que verdadeiramente estão sentindo.
A comédia romântica tem um lugar especial no coração de muitos leitores. O que te atrai nesse gênero?
O humor misturado ao romance e os finais felizes. Para mim, comédias românticas promovem uma sensação de felicidade ao final do livro. Assim, o leitor ganha um momento leve nos dias corridos e mais desgastantes. É um gênero muito querido por mim.
A protagonista Willow decide mudar de ritmo de vida ao se mudar para Peonyshire. Que papel essa mudança de cenário desempenha no arco emocional dela?
Eu acho que a Willow precisava viver uma experiência diferente depois de muitos dias de tristeza, e isso implicou em se afastar e conhecer um lugar novo. As histórias em cidade pequena trazem uma sensação de conforto e comunidade, o que contrasta com a solidão que ela sentia na cidade grande – nesse caso, Londres.
O par romântico da Willow, Jake, foge um pouco dos arquétipos mais óbvios da comédia romântica. Como você pensou esse personagem masculino e o cuidado para que ele fosse mais do que apenas um apoio para a jornada da protagonista?
O Jake é um sujeito que seguiu os passos da Willow ao fugir de sua rotina, mas acabou tornando permanente o que deveria ter sido temporário. É compreensível porque o que aconteceu com ele foi muito significativo, mas a vida que ele tinha acabou ficando em suspenso.
Depois de atravessar o processo de luto, ele tinha dificuldades em retornar à vida que ele conhecia. Nesse sentido, ele e a Willow têm muitas coisas em comum, apesar de acabarem lindando com os obstáculos de um jeito diferente. Assim, suas experiências divergentes provam como cada dor é individual e que não existe apenas um jeito correto de se lidar com ela.
Sabemos que a ideia original do livro surgiu a partir da sua visita a Cotswolds. Como essa experiência se transformou em uma história capaz de dialogar com leitores brasileiros?
Eu acredito que estava me sentindo como a Willow, em relação ao cansaço da rotina corrida e agitada. Por isso, meu dia em Cotswolds foi tão bom que retornei de lá renovada e repleta de ideias. Foi como se o lugar tivesse me abraçado, e acredito ter transmitido essa sensação para a história.
Para quem está começando a escrever agora, que conselho você gostaria de compartilhar?
Primeiro, escreva o que você gostaria de ler. Eu acho que o principal é você amar sua história. Meu segundo conselho é estudar técnicas de escrita, procurar conteúdos de escrita em blogs, newsletters etc. Isso sempre foi muito enriquecedor para mim e é até hoje, pois sempre há algo novo para aprender.
Há algo que você gostaria de acrescentar ou compartilhar?
Apenas agradecer pela entrevista e convidar os leitores que curtem comédias românticas e livros ambientados em cidade pequena a conhecerem a história de “A melhor surpresa”.
Leia também: Stefany Nunes lança comédia romântica que aborda luto e ansiedade
Tenho outras comédias românticas, e todas elas podem ser lidas como livros únicos. Além disso, sou bem ativa nas redes sociais – principalmente no Instagram (@stefanynunes_) e no TikTok (@stefanynunesautora) – e adoro receber os feedbacks e mensagens.
Imagem de capa: Montagem por Eduarda Goulart/Reprodução
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