The Last of Us é uma das franquias mais populares da indústria dos games e também para a cultura pop. O primeiro jogo da franquia, lançado em 2013, cativou o público por falar sobre perda, trauma, redenção, culpa e relação entre amor e ódio.
Por outro lado, The Last of Us Part 2 conseguiu gerar ainda mais repercussão e conquistar uma legião de fãs por trazer representatividade. A desenvolvedora Naughty Dog trouxe personagens de diversas etnias, sexualidade, identidade de gênero e deficiência com cuidado e respeito. Eventualmente, isso gerou repercussão dentro da comunidade.
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O protagonismo feminino e a sexualidade de Ellie
Primeiramente, a sequência de TLOU chamou a atenção do público por ter uma narrativa cativante e um gameplay mais dinâmico e intenso. Também apresentou a primeira protagonista feminina e ganhou mais destaque após o lançamento da DLC Left Behind (2014) que confirmou Ellie como lésbica.
Sendo abordado de forma cuidadosa e respeitosa, The Last of Us part 2 mostra a jovem descobrindo sobre sua sexualidade. Ellie conhece Riley em um orfanato em quarentena, e posteriormente, vão construído uma forte amizade. Assim, as duas acabam desenvolvendo sentimentos românticos uma pela outra. O amor entre as garotas se torna parte central da história e emociona o público após uma tragédia separá-las.
A orientação sexual de Ellie gerou polêmicas entre o público, que não gostou da ideia. Entretanto, a jovem descobrindo sobre sua identidade é parte crucial da história, sendo tratada de forma natural e realista as questões da juventude, do amor e da perda em um mundo repleto de crueldade e desesperança. Aliás, foi confirmado que a sexualidade da Ellie será mantida na série adaptada pela Max.
Outras representatividades em The Last of Us Part 2
Ademais, The Last of Us 2 também traz personagens representando diferentes etnias e orientações. Como Dina, que tem raízes indígenas e assume ser bissexual. Ela passa a ter relacionamento amoroso com a Ellie.
Contudo, o enredo ainda traz personagens descendentes de asiáticos, trazendo mais riqueza cultural e representatividade ao jogo. Bem como uma personagem com deficiência física (PCD), chamada Yara. Ela sofre uma grave lesão em um dos seus braços e precisa lidar com as limitações físicas.

Representação Transgênero
Próximo a Yara, temos Lev (Lily), um jovem transgênero de apenas 13 de anos que pertence a facção dos Serafitas. Ele foi rejeitado pela sua comunidade devido à sua identidade de gênero. Após fugir em busca de um novo abrigo, ele conhece a jovem Abby, com quem desenvolve uma forte amizade.
A jornada do garoto é marcada por aceitação e pertencimento, sendo uma forte referência para uma pessoa trans em um mundo cruel e hostil. Diante de sua trajetória, Lev é um símbolo de coragem, resistência e esperança, adicionando mais uma camada emocional ao jogo.
Em suma, TLOU 2 é essencial aos jogadores, e principalmente para a comunidade LGBTQI+. A identidade e sexualidade de seus personagens são desenvolvidos com cuidado. Sua história consegue envolver o público por abordar as questões sociais de forma realista e impactante.
Por fim, The Last of Us Parte II Remasterizado será lançado em 03 de abril de 2025 para Steam, na Epic Games e Playstation.
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