Na noite desta quinta-feira (06/03), o Cinema da Fundação, em Recife, recebeu uma sessão especial de “A Vida Secreta de Meus Três Homens”. Com direção e roteiro de Letícia Simões, a obra mistura elementos de ficção com documentário para investigar o passado de três “fantasmas”. Os personagens masculinos foram inspirados nas figuras do avô, pai e tio da cineasta.
O longa-metragem também levanta a pergunta: como chegamos ao Brasil de hoje? A partir desta premissa, constrói-se uma espécie de fábula ou poesia histórica que interroga a identidade do país diante de seu passado, das violências que o atravessam e do projeto político que marcou o Brasil a partir de 2019.
A estreia reuniu público e convidados para a exibição, seguida de uma conversa sobre a equipe de produção. O elenco principal conta com Nash Laila, que interpreta a narradora; Guga Patriota como Arnaud; Giordano Castro no papel de Fernando; e Murilo Sampaio como Sebastião.
Debate destaca criação e repercussão do filme

Durante o evento de estreia, o público acompanhou atentamente a narrativa do filme. E, ao final da sessão, respondeu com aplausos. O debate ainda proporcionou espaço para que os espectadores compartilhassem impressões sobre a narrativa e os temas abordados.
A sessão contou com a presença da jornalista Fabiana Moraes, da diretora Letícia Simões (“Bruta Aventura em Versos”), da atriz Nash Laila (“Hit Parade” e “Maria e o Cangaço”) e do montador e diretor de fotografia Quentin Delaroche (“Camocim”).
Durante o debate, a equipe discutiu os desafios na construção do filme. Além disso, comentaram sobre a recepção em outros estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Também analisaram as escolhas narrativas e as reflexões sobre a proposta do filme.
A diretora Letícia Simões e o montador Quentin Delaroche comentaram sobre a decisão de estruturar o filme a partir de diferentes personagens. Esse recurso narrativo contribui tanto para a construção da história quanto para as reflexões levantadas pela obra.
A atriz Nash Laila respondeu a perguntas do público sobre sua relação de trabalho com a diretora e sobre a criação de sua personagem, marcado pela incorporação de elementos de atuação vindos do teatro. Ela também destacou os desafios de atuar ao lado de outros atores, já que cada um tinha liberdade para desenvolver sua própria forma de interpretação.
A presença da equipe contribuiu para aproximar o público do processo de produção cinematográfica, ampliando a compreensão sobre os bastidores da realização do longa e os desafios envolvidos na construção da história.
Cinema, memória e diálogo
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O lançamento de “A Vida Secreta de Meus Três Homens” em Recife mostrou que o cinema vai além da tela. Ao reunir a equipe e o público, o encontro permitiu um diálogo divertido e profundo sobre a criação, os bastidores, a construção narrativa e identidade.
Mais do que assistir, os espectadores puderam compreender os desafios da produção, trocar impressões e refletir sobre as questões históricas e sociais que atravessam a obra. O encontro reforçou a importância do cinema como espaço de memória e debate cultural.
Imagem de capa: Instituto Moreira Salles/Reprodução
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