“A Vida em Flor de Dona Beja” segue um retrato de coragem e resistência feminina

Escrito por Agripa Vasconcelos, o livro “A Vida em Flor de Dona Beja” traz um romance de época inspirado na personalidade histórica. Com força e resiliência, Dona Beja vive e desperta as paixões no leitor através das 448 páginas do livro.

Disponível no site da Editora Itatiaia, a nova edição da obra, de 2024, leva o leitor pelo ciclo de povoamento de Minas Gerais. Dessa forma, a história ambientada no Brasil Império, no século XIX, retrata uma personagem que vai além de suas limitações sociais para ser simplesmente quem é.

Apesar da trama ser de certo modo fictícia, Ana Jacinta de São José (1800-1873), a Dona Beja, viveu em Araxá (MG) durante o século XIX. Ela se tornou conhecida por sua beleza e coragem, uma vez desafiava as normas sociais e os padrões de comportamento.

Várias produções já se inspiraram na história de Beja, como a novela de 1986 da TV Manchete, assim como a adaptação de 2026 da HBO Max. Portanto, Dona Beja tornou-se símbolo coragem e suas atitudes disruptivas conversam com a luta feminina na contemporaneidade.

A Vida em Flor de Dona Beja
Crédito: Pintura de Dona Beja | Eduardo Casalini

Sobre o autor

Agripa Vasconcelos (1896-1969) foi médico, escritor e deputado estadual em Belo Horizonte. Além disso, ganhou o Prêmio Olavo Bilac pela obra “Suor de Sangue“, também entrou para a Academia Mineira de Letras com pouco mais de vinte anos.

O escritor se dedicou à medicina sem deixar de lado sua inclinação às letras e escreveu diversas obras durante sua vida. Dentre as quais, inclusive, três ganharam edições após seu falecimento. São elas: “Chico”, “Ouro Verde e Gado Negro“, e “Corpo Fechado“. Uma de suas filhas, Mara Vasconcelos, fez a curadoria de “Corpo Fechado” e, ao apresentar, disse:

“É inacreditável! São pastas e mais pastas cheias de papéis, pilhas de cadernos e folhas soltas, um amontoado de anotações que tento entender de onde vêm. Afinal, me pergunto sempre: a que horas Agripa dormia? Cada vez que abro uma dessas pastas que guardam seus escritos, cada vez que folheio esses papéis, sinto-me como um garimpeiro diante de uma mina de diamantes e tento tirar ali de dentro aqueles tesouros escondidos. A produção deixada por Agripa é imensa”…


Mara Vasconcelos sobre “Corpo Fechado” de Agripa Vasconcelos

Imagem de capa: Site Amazon

Estagiária sob supervisão de Anna Flávia Lopes