Documentário acompanha hiato, tensões contratuais e amadurecimento dos integrantes

The Rose: Come Back To Me” é um documentário emocionante que narra a trajetória da banda sul-coreana de rock indie The Rose, durante a turnê que marcou a retomada do grupo em 2022. O grupo é conhecido por combinar rock alternativo com k-pop e baladas, criando um som único que reflete a paixão pela música, bem como laços familiares e sua identidade artística.  

Formada por Woosung,Dojoon, Hajoon e Taegyeom, a banda conquistou fãs ao redor do mundo, os Black Roses, graças à capacidade de transmitir emoções, intensidade e carisma através de composições e performances ao vivo.

Com direção de Eugene Yi, “The Rose: Come Back To Me” revela os bastidores dessa fase conturbada com olhar sensível. Dessa forma, os registros íntimos e sinceros evidenciam as tensões contratuais, momentos de incerteza e decisões importantes na carreira.

O diretor captura como o amadurecimento e a união entre os integrantes possibilitam que The Rose se reencontre, retornado aos palcos com confiança, propósito e intensidade. 

Laços que resistem aos desafios da indústria musical

O quarteto do The Rose retorna aos palcos após um período de hiato | Crédito: Sato Company/Divulgação.

O filme revisita um momento delicado em que o grupo precisou interromper a carreira musical, enfrentando desafios que os colocaram à prova sobre os laços de amizade, a perseverança e o amor pela música. 

A direção destaca que a trajetória de The Rose é guiada pela força da amizade, evidenciando que o vínculo dos integrantes foi essencial para atravessar o período de incertezas, além de impedir que as dificuldades acabassem de vez com a banda. 

Entretanto, a pausa também se revela um tempo de amadurecimento. Distante dos palcos, os garotos refletem sobre a identidade artística, autonomia, saúde mental e propósito. Após cerca de dois anos afastados, eles conseguem se reorganizar e assinar contrato com uma nova gravadora, transformando a adversidade em um recomeço consciente. 

O longa também oferece uma crítica à indústria musical, expondo as pressões contratuais e as limitações criativas. Ao mesmo tempo, a narrativa convida o espectador a pensar sobre os limites do sucesso na indústria do entretenimento e a importância da autonomia artística. 

Vale a pena assistir “The Rose: Come Back To Me”?

Sim. “The Rose: Come Back To Me” funciona mesmo para quem não acompanha a trajetória de The Rose. Assim, o documentário vai além da música, abordando temas universais, como superação, frustração, amadurecimento e recomeços. 

A narrativa é conduzida de forma sensível e acessível, apoiando-se em depoimentos sinceros que contextualizam os conflitos e aproximam o espectador das vivências dos integrantes. Mesmo não conhecendo as canções ou o histórico da banda, é fácil se envolver com o peso emocional, as dúvidas e, principalmente, nas reconstruções dos sonhos.

Distribuído pela Sato Company, “The Rose: Come Back To Me” estreia em 14 de fevereiro nos cinemas.

Imagem de capa: Sato Company/Divulgação

The Rose: Come Back To Me
Estados Unidos, 2025, 96m.
Gênero: Documentário, drama musical
Direção: Eugene Yi
Roteiro: David E. Simpson e Eugene Yi
Elenco: Woosung, Dojoon, Hajoon e Taegyeom
Produção: Diane Quon
Classificação: 12 anos
Distribuição: Sato Company

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