Do balé de zumbis em “Thriller” ao terror psicológico de “Ghosts”, o Rei do Pop transformou videoclipes em experiências cinematográficas e entrou para a história com o mais longo de todos

Michael Jackson, além de um músico incomparável, era também um grande fã de cinema, o que incluía também o terror e seus ícones clássicos. Algo que, aliás, é evidente graças aos curta-metragens de “Thriller” e “Ghosts”. Em ambos, há presença de figuras icônicas do terror, como Vincent Price, bem como criaturas do gênero clássico, como zumbis, fantasmas e outros.

Além disso, algo em comum das duas produções, é o talento do Rei do Pop, que teve certo reconhecimento através de algumas premiações. Dentre elas, o Grammy de melhor vídeo musical longo, para Thriller, algo que alavancou as vendas do álbum.

“Thriller”: o terror que mudou tudo

O Rei do Pop, desde pequeno, demonstrou seu talento pela música, algo que também se estenderia para os clipes musicais, os quais ele chama de curta-metragens. No entanto, mesmo com todo esse talento, era impossível prever, naquele tempo, o sucesso estrondoso que Thriller faria e a revolução que traria.

No clipe, acompanhamos um jovem casal no cinema que, após a moça deixar a sessão com medo, tem seu caminho interrompido por mortos-vivos. E assim, tendo o jovem Michael transformado num zumbi e fazendo seu clássico musical de terror, encerrando com uma olhada do Rei do Pop para nós.

Michael Jackson e seu balé de zumbis em "Thriller"
Michael Jackson e seu balé de zumbis em “Thriller” | Foto: MJBeats

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A produção contou com nomes como Rick Baker, na maquiagem, que também esteve por trás de “Um Lobisomem Americano em Londres”. Além dele, a direção contou com John Landis, também de “Um Lobisomem Americano em Londres”, que também foi produtor e roteirista, junto a Michael.

Desse modo, o videoclipe de Thriller é um dos mais influentes da história, tornando seu álbum o segundo mais vendido nos EUA.

“Ghosts”: o terror mais pessoal e ambicioso

No videoclipe de “Ghosts“, nós temos uma versão bastante diferente de Michael que a vista em “Thriller”, por exemplo, algo bem mais pessoal. Por isso, não é incomum notar elementos quase biográficos no clipe, que fazem alusão ao caso de Jordan Chandler.

A trama acompanha um prefeito de uma cidade sem nome que reúne uma multidão para confrontar um eremita que mora em uma “casa mal-assombrada”. No entanto, o homem tem alguns truques na manga para convencê-los de que ele não é tão ruim assim. Por consequência, temos aqui um novo espetáculo de dança e horror, recheado de fantasmas, caveiras horripilantes e um passeio pelo terror de “mansão assombrada”.

Michael e o diretor Stan Winston
Michael e o diretor Stan Winston | Foto: Stan Winston School

Na produção, Stephen King se destaca, ao lado de Stan Winston “O Exterminador do Futuro” e o próprio Michael no roteiro. Logo depois, temos Winston outra vez, mas na função de diretor, maquiagem e efeitos especiais.

Originalmente, a música se chamaria “Is This Scary” e promoveria o filme “A Família Addams 2”, mas Michael abandonou a ideia após as acusações de abuso sexual infantil. Por isso, o clipe foi reescrito após dois anos e, com isso, recebeu todo o aspecto emocional do artista. Porém, apesar de toda a polêmica, o clipe recebeu reconhecimento do Guinness como o videoclipe mais longo já feito, com 39 minutos de duração.

Abaixo está a versão oficial e reduzida de “Ghosts”. Já a versão completa você poderá assistir aqui.

O legado: quando música vira cinema

Mais do que clipes, “Thriller” e “Ghosts” são experiências cinematográficas que ajudaram a redefinir o que a música poderia ser visualmente. Michael Jackson não apenas acompanhou tendências, ele criou novas.

Ao unir narrativa, efeitos especiais, dança e terror, o artista elevou o videoclipe a um novo nível, influenciando gerações de músicos, diretores e criadores de conteúdo. E mesmo décadas depois, suas obras continuam sendo referência quando o assunto é inovação.

No fim das contas, Jackson não apenas fez história, ele literalmente a dirigiu.

Crédito da capa: MJ Beats

Estagiário sob supervisão de Thiago Satiro.

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