Artista visual lança obras que apresentam a técnica da marchetaria como recurso central da composição do produto
Em tempos de acesso instantâneo à inteligência artificial, o artista visual Paulo Rea segue na contramão da pressa tecnológica e constrói suas histórias com as próprias mãos. Seus dois livros infantojuvenis, “Distante… mas nem tanto” e “Quem vem lá?”, surgem a partir da técnica da marchetaria, que consiste na criação de arte com lâminas de madeira.
Suas duas obras têm lançamento marcado para o próximo sábado (7), com supervisão da Editora Eureka. Em resumo, o evento acontece na Livraria Novosete, Vila Mariana, em São Paulo. A programação conta com a apresentação das obras originais, que deram origem às ilustrações dos livros. Além disso, o evento oferece sessão de leitura das histórias, destacando o trabalho manual como parte essencial da experiência.
Em “Distante… mas nem tanto”, o autor propõe uma reflexão sobre pertencimento e aceitação, a partir de elementos como amizade, viagem espacial e superação de diferenças. Já em “Quem vem lá?”, Rea constrói uma narrativa que se sustenta na curiosidade e no suspense, convidando o leitor à descoberta em cada página.
Mais sobre a técnica
Técnica artesanal milenar que surgiu no Egito Antigo, a marchetaria consiste na composição de imagens artísticas e padrões a partir da combinação de diferentes lâminas de madeira. Assim, o artista seleciona, recorta e encaixa manualmente cada fragmento.

A proposta é explorar as diferentes cores, texturas e tons da maneira, e deixar que esses componentes informem a imagem final. Diferente da xilogravura, que usa a madeira como matriz de impressão, a machetaria corresponde à soma precisa de peças que, juntas, formam um mosaico. No caso dos livros de Paulo Rea, essa preservação dos padrões visuais da madeira dá origem às ilustrações.
Conheça o autor
Com formação em Psicologia pela PUC-SP, Paulo Rea iniciou sua trajetória como artista visual em 1992. Ao longo dos anos, aprofundou sua formação a partir de figuras como Carlos Fajardo, Celso Orsini, Artur Lascher, Claudio Tozzi e Dudi Maia Rosa.
Leia também: Livro “Refloresta” integra exposição em Nova York
Desde 1998, passou a trabalhar com madeira no ateliê Cose Di Legno, de Piero Calò, onde consolidou a marchetaria como linguagem central de sua produção artística. Ao longo dos anos, o artista desenvolveu diversas obras visuais, peças de design e ilustrações que ajudaram a compor sua identidade própria.
Imagem de capa: Montagem por Eduarda Goulart/Divulgação
📲 Entre no canal do WhatsApp e receba novidades direto no seu celular e Siga o Geekpop News no Instagram