“Esquecemos os nomes dos pássaros” marca o novo lançamento da autora mineira Sarah Munck. A obra se apresenta como um manifesto poético sobre a violência social, a força das vozes femininas e a arte enquanto refúgio. Entre o lírico e o político, os versos exploram a memória coletiva e a urgência de não silenciar o que precisa ser lembrado.
Segundo a autora, o livro busca “tecer um tecido de imagens que se expandem entre o íntimo e o político, revelando as marcas da violência, da guerra e da desigualdade social”. Em cada poema, Sarah propõe um olhar sensível e, ao mesmo tempo, contundente sobre o que é resistir e existir em meio ao caos.
A publicação ganhou vida por meio do Edital Murilão do Programa Cultural Murilo Mendes. A iniciativa é da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (FUNALFA), e tem apoio da Provérbio Editora.
Dividido em seções que dialogam entre si, como Enxoval, Extermínio e Angelus Novus, o livro constrói um percurso de reflexão e reconstrução. “Foram meses de mergulho e vigília, em que a palavra se tornou abrigo e denúncia, gesto de empatia e tentativa de cura. Ao final, percebi que escrever não é apenas um ato estético, mas também ético: uma busca por restaurar o sentido e a humanidade em tempos que tantas vezes parecem perdê-los”, afirma Sarah.
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O lançamento da obra acontece no dia 28 de novembro, às 18h30, no Fórum da Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Imagem de capa: Divulgação
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