A aclamada atriz francesa estrela nova adaptação cinematográfica sobre o mito e a história da infame Condessa Sangrenta

Isabelle Huppert (Elle, Greta) interpreta a lendária vampira Elizabeth Báthory em “The Blood Countess” (A Condessa Sangrenta). A produção ganhou distribuição nos Estados Unidos pela Strand Releasing e deve chegar aos cinemas do país na primavera de 2027.

Antes disso, o filme terá sua estreia mundial no Fantastic Fest, em 17 de setembro.

Descrito como uma aventura suntuosa com doses de humor ácido, “The Blood Countess” acompanha o retorno da Condessa Sangrenta à Viena dos dias atuais, décadas após seu misterioso desaparecimento.

Ao lado de sua fiel subordinada, Hermione, Elizabeth parte em busca de um livro capaz de destruir todo o mal, incluindo os próprios vampiros. A dupla ainda conta com a ajuda do sobrinho da condessa, um vampiro vegetariano, e de seu psicoterapeuta, enquanto dois vampirologistas e um inspetor de polícia seguem seus passos.

A produção é dirigida por Ulrike Ottinger, que também assina o roteiro ao lado de Elfriede Jelinek, autora de A Professora de Piano. O elenco ainda conta com Birgit Minichmayr, Thomas Schubert, Lars Eidinger e André Jung.

O legado e a lenda de Elizabeth Bathory

A figura de Elizabeth Báthory fascina historiadores e amantes do terror há séculos. Conhecida popularmente como a Condessa Sangrenta, a nobre húngara viveu entre os séculos 16 e 17 no Reino da Hungria. Uma personagem que entrou para a história como uma das figuras mais sombrias de todos os tempos.

Investigações da época acusaram Báthory do assassinato de centenas de jovens mulheres em seu castelo. As narrativas populares afirmam que a condessa usava o sangue das vítimas em rituais macabros de beleza para manter a juventude eterna, alimentando mitos que perduram até hoje na cultura pop.

Ilustração histórica representando o Castelo de Csejte, local dos acontecimentos da Condessa Sangrenta. Foto: Reprodução / Domínio Público

O castelo de Csejte e o nascimento do mito macabro

Entre 1604 e 1610, rumores sobre o desaparecimento sistemático de jovens camponesas e nobres locais começaram a chamar a atenção das autoridades húngaras. O rei Matias II determinou uma investigação oficial liderada pelo Conde György Thurzó.

As testemunhas ouvidas na época relataram atos severos de tortura e crueldade dentro dos muros do Castelo de Csejte. Por ser da alta nobreza, a Condessa Sangrenta não enfrentou um julgamento público tradicional nem a pena de morte, sendo confinada em seus próprios aposentos até o fim de sua vida em 1614.

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Realidade histórica ou conspiração política na Hungria

Nos séculos seguintes, historiadores modernos passaram a questionar a veracidade absoluta de todas as acusações contra Elizabeth Báthory. Muitos estudos apontam que parte das denúncias pode ter sido amplificada por interesses financeiros da coroação local.

A família Báthory acumulava extensas terras e grandes dívidas da coroa húngara. O confisco desses bens após a condenação levanta debates sobre se a Condessa Sangrenta foi uma serial killer cruel ou vítima de uma gigantesca conspiração política de sua época.

Crédito da capa: Divulgação

Estagiário sob supervisão de Thiago Satiro.

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