Com o retorno de Brendan Fraser e Rachel Weisz em um novo capítulo da franquia, relembre os filmes anteriores que combinaram aventura e fantasia

Nesta semana, o The Hollywood Reporter revelou que a Universal Pictures desenvolve o retorno da franquia “A Múmia”, sucesso do início dos anos 2000. O veículo informou que Brendan Fraser, estrela dos três primeiros filmes, e Rachel Weisz, que atuou nos dois primeiros ao lado de Fraser, retornarão para o novo longa.

A dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, conhecida como Radio Silence e responsável por títulos como “Abigail” e os dois filmes mais recentes da franquia “Pânico”, vai dirigir a produção.

Com o retorno confirmado do casal protagonista, o anúncio reacendeu a nostalgia dos fãs e renovou o interesse pela franquia. Desde o sucesso do primeiro filme, lançado em 1999, “A Múmia”, se consolidou como um fenômeno de bilheteria e marcou uma geração ao misturar ação, comédia e fantasia em meio às areias do Egito. Relembre abaixo a trajetória da saga que começou há mais de duas décadas.

“A Múmia” (1999)

Em 1992, surgiu a ideia de revitalizar o clássico “A Múmia”, de 1932, pelas mãos dos produtores James Jacks e Sean Daniel. Inicialmente, Clive Barker assumiria a direção e planejava um horror violento ambientado em um museu de arte contemporânea, onde um cultista tentaria reanimar múmias.

Contudo, a Universal achou a proposta assustadora demais, e Barker deixou o projeto. Wes Craven chegou a ser cogitado, mas também recusou. Foi então que Stephen Sommers apresentou uma nova visão: transformar a história em uma aventura no estilo “Indiana Jones”, com a múmia como grande ameaça do herói.

A Universal aprovou o roteiro e liberou um orçamento de US$ 80 milhões. Sommers filmou em Marrocos, no deserto do Saara, e finalizou o trabalho em Londres. O elenco principal reuniu Brendan Fraser como o aventureiro Rick O’Connell, Rachel Weisz como a bibliotecária Evelyn Carnahan, John Hannah como o atrapalhado irmão Jonathan e Arnold Vosloo como o temido Imhotep, o sacerdote amaldiçoado.

O filme acompanha Rick, Evelyn e Jonathan em uma expedição à lendária Hamunaptra, a cidade dos mortos, onde eles despertam Imhotep e liberam forças sobrenaturais.

Lançado em 1999, “A Múmia” arrecadou cerca de US$ 415 milhões em bilheteria mundial. Apesar das críticas mistas, o longa foi um grande sucesso comercial, marcando o renascimento da franquia e conquistando o público com sua mistura de aventura, fantasia e horror leve.

Brendan Fraser, Rachel Weisz e John Hannah em “A Múmia”. Crédito: Reprodução/Universal Pictures

“O Retorno da Múmia” (2001)

Após o sucesso de “A Múmia”, a Universal decidiu investir em uma continuação e, assim, nasceu uma franquia que se tornaria uma das mais populares dos anos 2000. O segundo filme, “O Retorno da Múmia”, também foi dirigido e roteirizado por Stephen Sommers e contou com o retorno de Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah e Arnold Vosloo.

Na trama, a múmia do maligno Imhotep retorna em busca da imortalidade, pronta para mais uma vez caminhar sobre a Terra. No entanto, desta vez ele precisa enfrentar uma força do mal ainda mais poderosa, e o confronto entre essas entidades coloca em risco o destino da humanidade.

O filme foi um sucesso comercial, arrecadando cerca de US$ 435 milhões nas bilheterias mundiais.

Brendan Fraser e Rachel Weisz em ‘O Retorno da Múmia’, o segundo filme da franquia lançado em 2001. Crédito: Reprodução/Universal Pictures 

“A Múmia: Tumba do Imperador Dragão” (2008)

“A Múmia: Tumba do Imperador Dragão” é o terceiro e último filme da franquia “A Múmia”. Lançado em 2008, foi dirigido por Rob Cohen e produzido por Stephen Sommers, Bob Ducsay, Sean Daniel e James Jacks.

Diferente dos dois primeiros filmes, o terceiro longa se passa na China, afastando-se do cenário egípcio. Rachel Weisz, que protagonizava a saga ao lado de Brendan Fraser, havia acabado de dar à luz e ficou insatisfeita com o roteiro, optando por não retornar para o terceiro volume. Maria Bello foi então contratada para interpretar a bibliotecária Evelyn Carnahan.

O filme acompanha o retorno da família O’Connell em uma nova aventura, desta vez na China. Os aventureiros Rick e Evelyn O’Connell, com o filho Alex, precisam impedir que o Imperador Dragão (Jet Li) e seu exército despertem e libertem uma maldição que ameaça o mundo. A história se desenrola entre as catacumbas da China antiga e as montanhas do Himalaia, concluindo a trilogia.

“A Múmia: Tumba do Imperador Dragão” arrecadou cerca de US$ 404 milhões mundialmente. As filmagens ocorreram, em sua maioria, na China e no Canadá, com cenas adicionais gravadas em Londres e no Marrocos.

Curiosamente, a atriz Michelle Yeoh também integrou o elenco ao lado de Fraser. Em 2023, ambos venceram o Oscar de Melhor Atuação, ela por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” e ele por “A Baleia”.

Brendan Fraser e Maria Bello em “A Múmia: Tumba do Imperador Dragão”, lançado em 2008. Crédito: Reprodução/Universal Pictures

LEIA MAIS: “A Múmia 4” | Novo filme da franquia reunirá dupla original

“A Múmia” (2017)

Em 2013, a Universal Pictures planejava iniciar o universo compartilhado “Dark Universe“, com uma nova versão de “A Múmia” entre os filmes. O diretor Alex Kurtzman foi contratado para comandar o reboot e também desenvolver a franquia de monstros do estúdio, que traria de volta às telas personagens como Van Helsing, Lobisomem e O Homem Invisível.

O elenco contava com Tom Cruise, interpretando o oficial americano Nick Morton; Annabelle Wallis, como a arqueóloga Jenny Halsey; e Sofia Boutella, no papel da Princesa Ahmanet, a nova Múmia.

Diferente dos filmes originais, o reboot apresentava uma história totalmente nova. A trama gira em torno da antiga princesa egípcia Ahmanet, que é acidentalmente despertada de sua tumba subterrânea por uma equipe liderada por Nick Morton. Libertada após séculos de aprisionamento, ela traz consigo uma fúria milenar e o desejo de dominar o mundo, espalhando terrores inimagináveis. Ahmanet escolhe Nick como receptáculo para invocar o deus da morte, Set, e dar início ao seu plano de conquista.

Tom Cruise no reboot de “A Múmia”, lançado em 2017. Crédito: Reprodução/Universal Pictures

O filme, no entanto, recebeu críticas majoritariamente negativas da imprensa especializada e arrecadou cerca de US$ 410 milhões mundialmente – valor considerado decepcionante diante de seu alto orçamento estimado entre US$ 125 e 195 milhões. O fracasso de “A Múmia” marcou o fim do projeto do “Dark Universe”, a tentativa da Universal de criar um universo compartilhado de monstros, inspirado no sucesso da Marvel. Após o revés, o estúdio optou por adotar uma nova abordagem para suas clássicas criaturas.

Crédito de capa: Reprodução/Universal Pictures

Redatora em experiência sob supervisão de Giovanna Affonso.

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