Longa de Elizabete Martins Campos faz sua première nacional nesta quarta-feira (8), na Mostra Retratos da Première Brasil e conta a história de Maria Alcina
Maria Alcina atravessa a própria história no cinema. “Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina”, novo longa da cineasta mineira Elizabete Martins Campos, faz sua première nacional nesta quinta-feira (8), durante o Festival do Rio. O filme integra a Mostra Retratos da Première Brasil e, posteriormente, terá uma segunda sessão na sexta-feira (9).
Com formato ensaístico, o longa transforma a trajetória de Maria Alcina em uma viagem pela memória e pela própria história do Brasil. Assim, a cantora parte da Vila Minalda, em Cataguases, sua cidade natal, e percorre diferentes momentos de uma carreira marcada pela música, pela performance e pela irreverência.
Nesse percurso, a narrativa acompanha a descoberta de sua voz, a passagem pelos chãos de fábrica e a chegada aos palcos. Ao mesmo tempo, a história passa pelo circo, pelos carnavais e por Nova York. Dessa forma, a trajetória da artista se conecta a diferentes acontecimentos e transformações da sociedade brasileira.
Maria Alcina entre memória, música e liberdade
O filme combina imagens, música e performance para construir um retrato da cantora. Em vez de seguir uma estrutura tradicional de documentário biográfico, a produção utiliza a própria presença de Alcina para conduzir o público por diferentes momentos de sua vida.
Desse modo, a proposta também resgata episódios marcantes da carreira da artista. Um deles é sua participação no Festival Internacional da Canção de 1972, no Maracanãzinho. Na ocasião, Maria Alcina ganhou projeção nacional e chamou atenção pela presença de palco, que se tornaria uma de suas principais marcas.
Assim, a música ocupa um espaço central no longa. A trilha reúne mais de 35 canções, entre obras que Maria Alcina já gravou e composições criadas especialmente para o filme. Yuri Queiroga assina os novos arranjos, enquanto Maria Alcina interpreta todo o repertório.
Além disso, a seleção atravessa diferentes gerações da música brasileira. O repertório inclui composições de nomes como Ary Barroso, Luiz Gonzaga, João Bosco, Aldir Blanc, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Zeca Baleiro, Neguinho da Beija-Flor, Sérgio Sampaio e Arnaldo Antunes. Com isso, o filme amplia o retrato da cantora e conecta sua trajetória a diferentes momentos da cultura brasileira.
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Para Elizabete Martins Campos, acompanhar a trajetória da cantora também significa mergulhar em aspectos da identidade brasileira. “Ela é o riso que desafia a mordaça, o corpo que transgride padrões e a voz que reverbera o alto astral do povo brasileiro”, afirma a diretora.
A cineasta também destaca a importância de apresentar o filme no Festival do Rio. Segundo ela, a sessão representa uma oportunidade de compartilhar com o público a experiência construída ao longo dos anos de trabalho ao lado de Maria Alcina.
Assim, com 90 minutos de duração, “Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina” combina documentário, ensaio poético e musical para transformar uma trajetória individual em um retrato de diferentes momentos do país. O filme tem lançamento comercial nos cinemas previsto para 2027.
Serviço
“Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina”
Festival do Rio — Première Brasil / Mostra Retratos
- Primeira sessão: 8 de outubro, às 18h15
- Local: Estação Claro Gávea, Rio de Janeiro
- Presenças: Elizabete Martins Campos e Maria Alcina
- Segunda sessão: 9 de outubro, às 16h
- Local: Cine Santa Teresa, Rio de Janeiro














