Do mundo antigo à Revolução Russa, franquia percorre séculos de história e conecta eventos reais com a trama 

A franquia Assassin’s Creed construiu uma das narrativas mais ambiciosas dos videogames. Ao longo de diferentes épocas, os jogos mostram a evolução da humanidade enquanto exploram o conflito entre assassinos e templários. A série conecta eventos históricos a uma trama envolvendo uma civilização ancestral e artefatos poderosos.

A seguir, confira a ordem cronológica dos principais títulos e como cada período contribui para essa história.

A origem da humanidade e os Isu

Antes de qualquer civilização humana, os Isu dominavam o planeta. Essa raça avançada criou os humanos como servos. No entanto, uma rebelião liderada por Adão e Eva mudou esse cenário.

O conflito terminou por volta de 75 mil anos antes da era comum, após uma explosão solar devastadora. Apesar disso, os Isu deixaram artefatos conhecidos como Peças do Éden. Além disso, seu DNA sobreviveu em descendentes humanos, incluindo protagonistas da série.

Assassin’s Creed Odyssey (431–404 a.C.)

A jornada começa na Grécia Antiga, durante a Guerra do Peloponeso. Em Assassin’s Creed Odyssey, o jogador controla um mercenário descendente de Leônidas de Esparta.

Diferente de outros jogos, a narrativa ainda não envolve diretamente a Irmandade dos Assassinos. No entanto, apresenta o Culto de Cosmos, uma organização secreta que manipula a política grega. Esse grupo, posteriormente, evolui para a Ordem dos Templários.

Além disso, o protagonista cruza com figuras históricas como Sócrates, Hipócrates e Pitágoras

Assassin’s Creed Origins (49–43 a.C.)

Séculos depois, a história avança para o Egito Antigo. Em Assassin’s Creed Origins, Bayek inicia uma jornada de vingança após a morte de seu filho.

O responsável é a Ordem dos Anciões, uma organização que busca controlar o mundo por meio das Peças do Éden. Bayek e sua esposa, Aya, enfrentam figuras comoJúlio César e Cleópatra, manipuladas por esse grupo.

Durante a trama, surge o vilão Flávio, que usa uma Maçã do Éden para dominar cidades. Após derrotá-lo, Bayek e Aya fundam os Ocultos. Assim, nasce a base da futura Irmandade dos Assassinos.

Assassin’s Creed Mirage (861 d.C.)

Em Assassin’s Creed Mirage, a narrativa chega à Bagdá da Era de Ouro islâmica. O protagonista Basim começa como um órfão que sobrevive como ladrão.

Ao se juntar aos Ocultos, ele passa a combater a Ordem dos Anciões. No entanto, a história ganha um novo rumo quando Basim descobre ser a reencarnação de um Isu.

Assassin’s Creed Valhalla (873 d.C.)

A trama avança para a Idade das Trevas em Assassin’s Creed Valhalla. Eivor, um guerreiro viking, deixa a Noruega para se estabelecer na Inglaterra. Inicialmente, seu objetivo é garantir sobrevivência para seu povo. No entanto, ao formar alianças, ele se envolve no conflito entre assassinos e templários.

Além disso, o jogo apresenta o rei Alfredo, o Grande. Embora cristão, ele está ligado à Ordem dos Anciões. Seus ideais o levam a reformular a organização, dando origem à futura Ordem dos Cavaleiros Templários.

Assassin’s Creed (1191 d.C.)

Durante as Cruzadas, Assassin’s Creed apresenta Altaïr Ibn-La’Ahad. Após falhar em uma missão, ele perde seu status dentro da Irmandade. Enquanto tenta se redimir, descobre uma conspiração envolvendo seu próprio mestre, Al Mualim. Os templários buscam usar a Maçã do Éden para impor uma falsa paz mundial. 

Assassin’s Creed II (1476–1499 d.C.)

Na Renascença Italiana, Assassin’s Creed II apresenta Ezio Auditore. Após perder o pai e os irmãos, ele inicia uma jornada de vingança. Seus inimigos são os Borgia, uma poderosa família ligada aos templários. 

Além disso, ele descobre um cofre Isu sob o Vaticano. Dentro dele, uma entidade explica que os artefatos foram criados para evitar outra catástrofe solar.

Assassin’s Creed Brotherhood (1500–1507 d.C.)

Em Assassin’s Creed Brotherhood, Ezio assume a liderança da Irmandade. No entanto, sua decisão de poupar Rodrigo Borgia traz consequências. Os templários contra-atacam, roubam a Maçã do Éden e enfraquecem os assassinos.

Como resposta, Ezio organiza uma campanha para recuperar o artefato. Após anos de conflito, ele consegue retomar o controle e esconder a Maçã novamente.

Assassin’s Creed Revelations (1511 d.C.)

Mais velho, Ezio busca respostas em Assassin’s Creed Revelations. Ele viaja até Constantinopla para acessar a biblioteca de Altaïr. No local, encontra registros importantes sobre os Isu e o Grande Templo.

Assassin’s Creed Chronicles: China (1526–1532)

Na China da dinastia Ming, Shao Jun tenta reconstruir a Irmandade em Assassin’s Creed Chronicles: China. Ela enfrenta os Oito Tigres, um grupo templário que controla o poder político. Durante a jornada, também busca recuperar um artefato Isu roubado.

Assassin’s Creed Shadows (1579 d.C.)

Já em Assassin’s Creed Shadows, o cenário é o Japão feudal. A história acompanha Naoe, uma ninja, e Yasuke, um samurai. Inicialmente inimigos, eles acabam se unindo contra forças opressoras. 

Assassin’s Creed IV: Black Flag (1712–1722 d.C.)

Na Era de Ouro da Pirataria, Assassin’s Creed IV: Black Flag apresenta Edward Kenway.

Ele começa como um pirata em busca de riqueza. No entanto, ao se infiltrar entre templários, descobre o Observatório, um artefato Isu capaz de espionar qualquer pessoa.

Assassin’s Creed Rogue (1756–1763 d.C.)

Assassin’s Creed Rogue muda a perspectiva da série. Shay Cormac, um assassino, causa acidentalmente o terremoto de Lisboa ao mexer com um artefato. Consumido pela culpa, ele abandona a Irmandade. Em seguida, se junta aos templários.

Sua missão passa a ser impedir que outros desastres ocorram. Assim, o jogo é focado em mostrar o conflito central sob outro ponto de vista.

Assassin’s Creed III (1754–1783 d.C.)

Durante a Revolução Americana, Assassin’s Creed III acompanha Connor, filho de um templário e de uma indígena. Após perder a mãe em um ataque, decide lutar contra os templários.

Assassin’s Creed III: Liberation (1765–1780 d.C.)

Em paralelo, Assassin’s Creed III: Liberation traz Aveline de Grandpré como protagonista. Ela atua em Nova Orleans, combatendo a escravidão e um plano templário para controlar a região. Durante a história, busca proteger segredos antigos escondidos em templos.

Assassin’s Creed Unity (1776–1800 d.C.)

Na Revolução Francesa, Assassin’s Creed Unity acompanha Arno Dorian. Acusado injustamente, ele busca vingança contra os verdadeiros responsáveis. O principal vilão, François-Thomas Germain, tenta instaurar um regime templário por meio do caos.

Assassin’s Creed Chronicles: India (1841 d.C.)

Durante a Guerra Anglo-Sikh, Assassin’s Creed Chronicles: India segue Arbaaz Mir.

Ele tenta impedir que templários usem o diamante Koh-i-Noor para localizar artefatos Isu. Apesar de perder parte da missão, garante que o objeto continue fora de alcance inimigo.

Assassin’s Creed Syndicate (1868 d.C.)

Na Londres industrial, Assassin’s Creed Syndicate apresenta os gêmeos Jacob e Evie Frye. Eles enfrentam o domínio templário sobre a cidade. O principal objetivo é impedir o uso do Sudário do Éden, um artefato capaz de curar e ressuscitar.

Assassin’s Creed Chronicles: Russia (1918)

Por fim, Assassin’s Creed Chronicles: Russia se passa após a Revolução Russa. Nikolai Orelov tenta recuperar uma Caixa Precursora ligada à família Romanov. No entanto, acaba ajudando Anastasia a escapar.

Imagem de capa: Reprodução/ Ubisoft