O Prime Video lançou, em 30 de outubro, Apocalipse Z: Novo Mundo, continuação do filme espanhol de 2024, Apocalipse Z: O Princípio do Fim. O primeiro longa tornou-se o filme original internacional mais visto da plataforma. A nova produção também adapta a trilogia literária do escritor galego Manel Loureiro.
A figura do zumbi nasceu no folclore haitiano e chegou ao público norte-americano em 1929 com o livro de viagens The Magic Island, de William Seabrook. Anos depois, em 1954, Richard Matheson publicou Eu Sou a Lenda, obra considerada a base literária do gênero apocalíptico moderno. De lá para cá, o tema ganhou convenções próprias, mas continua abrindo espaço para abordagens bastante diversas.
Se você terminou o filme com vontade de explorar mais histórias sobre o fim do mundo, confira 5 livros para continuar imerso nesse universo.
“Apocalipse Z: O Principio do fim” de Manel Loureiro

A história narra o fim do mundo sob a perspectiva de um diário. O narrador é um advogado que vive nas proximidades de Pontevedra, na Galícia, e começa a registrar relatos estranhos vindos do Cáucaso (a começar por incidentes médicos sem explicação). Aos poucos, o caos atravessa a Europa e as ruas são tomadas por criaturas semelhantes a mortos-vivos.
Isolado em casa apenas com o gato e um vizinho, o protagonista precisa decidir entre esperar pelo resgate ou fugir em busca de outros sobreviventes. Narrada em primeira pessoa, a trama limita o conhecimento do leitor unicamente ao que o personagem vivencia. O resultado é a sensação de acompanhar o desastre em tempo real, sem qualquer garantia de que haverá uma próxima entrada no diário, além da certeza gradual de que o perigo está longe de acabar.
Obra que dá início a uma trilogia, o livro tem uma trajetória incomum: Loureiro começou a publicar a história em um blog, em janeiro de 2006. O sucesso imediato com milhares de leitores virtuais chamou a atenção do mercado editorial, levando a obra para o papel. Foi essa mesma trilogia que inspirou as duas adaptações do Prime Video: o primeiro filme, de 2024, e a sequência recém-lançada.
“A menina que tinha dons” de M. R. Carey

Na Grã-Bretanha, cerca de vinte anos depois de uma infecção fúngica, um grupo de crianças estuda sob vigilância em um centro militar de pesquisa. O fungo transformou a maior parte da humanidade em zumbis. Elas são infectadas, mas pensam, falam e aprendem. A melhor aluna é Melanie, de dez anos, que cria um laço especial com a professora, Helen Justineau.
Quando a instalação é invadida, Melanie foge com um grupo que reúne a professora, uma cientista e soldados. A partir daí, o livro vira uma jornada por um país devastado. O que sustenta a leitura, porém, é a pergunta que o autor M. R. Carey coloca no centro da trama: essas crianças são humanas ou o próximo passo da evolução?
“Celular” de Stephen King

Em “Celular”, Stephen King desencadeia o apocalipse com uma ligação. O artista gráfico Clayton Riddell está em Boston quando pessoas que falavam ao telefone perdem a humanidade e passam a atacar quem está por perto. Clay se une a Tom McCourt e à adolescente Alice para tentar chegar a um lugar seguro e reencontrar o filho.
Os atacantes não seguem o modelo clássico do zumbi. Aos poucos, o grupo percebe que a horda se organiza e parece evoluir. Assim, o medo muda: não basta fugir, é preciso entender o que está acontecendo.
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“Terra Morta: Fuga” de Tiago Toy

O fim do mundo chega de repente a Jaboticabal, no interior de São Paulo. Em poucos minutos, os moradores se tornam atacantes irracionais, as ruas se enchem de corpos e não sobra tempo para organizar uma defesa. O protagonista é um brasileiro comum, sem preparo de herói, que precisa improvisar a fuga rumo à capital.
O livro de Tiago Toy, lançado em 2011 pela Editora Draco, troca os cenários dos filmes norte-americanos pela realidade brasileira. Saem as lojas de armas e os shoppings fortificados; entram os muros baixos, a vegetação e a falta de recursos. Paralelamente, a trama acompanha a origem da infecção e mostra que os vivos podem ser tão perigosos quanto os mortos-vivos.
“A Floresta de Mãos e Dentes” de Carrie Ryan

Aqui, o desastre já aconteceu há muito tempo. Mary vive em um vilarejo cercado, governado pela Irmandade e pelos Guardiões. Desde pequena, aprendeu que a floresta além da cerca pertence aos Não Consagrados, os zumbis. Ela sonha em chegar ao oceano, que só conhece pelas histórias da mãe, sobre um mundo anterior.
Quando a cerca se rompe, Mary precisa escolher entre a segurança da comunidade e o próprio futuro. No caminho, descobre segredos sobre aqueles que a governam e entende que o mar talvez não seja o que imaginava. Além disso, o livro mostra o que o medo constante faz com a vida em sociedade.
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