O Prêmio Jabuti 2024 anunciou os vencedores de todas as 22 categorias e do Livro do Ano na noite desta terça-feira, 19. Na ocasião, “Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas”, da tradutora, jornalista e escritora Rosa Freire d’Aguiar, foi declarado Livro do Ano.  

A obra, publicada pela editora Companhia de Letras, mescla memórias e entrevistas realizadas na Paris dos anos 1970 e 1980. Dessa forma, tais circunstâncias relacionam-se com experiências da própria autora, que atuou como correspondente internacional.

Entre diversas categorias que exploram e compartilham sobre a cultura e intelectualidade nacional, a edição do Prêmio Jabuti 2024 contou com um total de 4.170 inscritos. Rosa também ganhou na categoria Crônica, competindo com todos os vencedores dos eixos Literatura e Não Ficção.

Dessa forma, além da estatueta, ela será premiada com R$ 70 mil, além de passagens e hospedagem para participar da Feira do Livro de Frankfurt, um dos maiores eventos literários do mundo. Além disso, em seu discurso de agradecimento, a autora disse: “Não imaginava ganhar nem o prêmio de Crônica. E agora o Livro do Ano? Oh là là!”. 

Sobre a obra

Durante os anos 1970 e 1980, Rosa Freire d’Aguiar atuou como correspondente internacional em Paris, vivenciando de perto os restaurantes mais badalados da época e a chegada do primeiro avião comercial supersônico.

Nesse contexto, tudo relacionado à cultura e política internacional rapidamente se transformava em notícia, que Rosa despachava por telex para o Brasil. Além disso, as longas entrevistas que conduziu marcaram a era de ouro das publicações impressas.

Dessa forma, com um texto fiel à tradição do jornalismo literário, a autora recria, em “Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas”, a vibrante atmosfera parisiense da época. Ela conduz o leitor pelos cafés e livrarias, enquanto explora os intensos embates sociais e políticos que moldavam o cotidiano francês.

“Sempre Paris” apresenta 21 entrevistas realizadas com intelectuais, escritores e políticos. Destacando, portanto, figuras essenciais da história cultural do século XX, como Alain Finkielkraut, Alberto Cavalcanti, Conrad Detrez e Élisabeth Badinter, entre muitos outros.

Sobre a autora

Rosa Freire d’Aguiar nasceu no Rio de Janeiro. Nos anos 1970 e 1980, foi correspondente em Paris das revistas Manchete e IstoÉ. Voltou ao Brasil em 1986 e desde então trabalha como editora e tradutora literária. Desde então, recebeu prêmios por suas traduções, como o da União Latina de Tradução Científica e Técnica por O universo, os deuses, os homens, de Jean-Pierre Vernant; além do Jabuti por A elegância do ouriço, de Muriel Barbery; e também o Biblioteca Nacional por Bússola, de Mathias Enard.

Redatora em experiência sob a supervisão de Anna Flávia Lopes

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