Certamente o Conde Drácula é um ícone da cultura pop. Na maioria das vezes, se perguntamos sobre um personagem vampiro, a pessoa vai responder Drácula, entretanto tem aqueles que falarão dos personagens de Crepúsculo. De toda forma, boa parte dos filmes e histórias de vampiros, tem um pouquinho de inspiração no rei dos vampiros, o Drácula do livro de Bram Stoker, publicado em 1897.

O personagem Drácula entrou em domínio público em 1962 e desde então, temos diversas produções que possuem o personagem como protagonista, ou como vilão. Nas adaptações cinematográficas temos filmes como Renfield e A última Viagem de Deméter. Além disso, temos diversos jogos como por exemplo a franquia “Castlevânia”, animes, hqs e livros onde o personagem aparece.

O filme “A Fúria do Drácula” é mais uma dessas adaptações onde o vilão é o Conde Drácula. Com direção e roteiro de Steve Lawson (Hellriser) a produção possui 1 hora e 25 minutos de duração. No elenco temos Hannaj Bang Bendz, Marta Svetek, Sean Cronin, Carl Wharton, Ayvianna Neve, Mark Topping, Dean Marshall, Jasmim Sumner.

A história de “A Fúria do Drácula”

No filme, deparamos com a astuta Mina Harker (Hannaj Bang Bendz) indo para a Transilvânia para descobrir o que aconteceu com seu marido Jonathan (Dean Marshall) após receber uma carta dele.

Ao chegar perto do Castelo de Drácula, ela é recebida no caminho pelo professor e caçador de vampiros Van Helsing (Mark Topping). Eles conversam e Mina é alertada sobre os perigos de Drácula e que ela deveria se afastar disso.

No entanto, após conhecer um pouco mais sobre Mina, e ver que seria mais fácil entrar no castelo com uma mulher, Van Helsing concorda em treiná-la para melhorar tanto sua força física quanto seu conhecimento sobre vampiros. 

Mina Harker (Hannaj Bang Bendz) A Furia do Dracula
Mina Harker (Hannaj Bang Bendz), Imagem: Divulgação

Uma adaptação boa com baixo orçamento

Desde o início do filme, podemos perceber que o orçamento foi baixo para sua produção. Embora tenha poucos efeitos especiais e .algumas atuações fracas, o diretor consegue entregar uma adaptação interessante da obra clássica de Bram Stoker.

A trilha sonora é fraca, mas percebe-se uma preocupação em trazer aquele sentimento dos filmes de terror dos anos 1980.

A ambientação do filme foi bem escolhida o que contribui nos pontos positivos do filme, fugindo dos tradicionais cenários.

Logo de cara, Lawson decidiu desocupar seu fiel estúdio para filmar muito mais de sua produção em locações – o que é uma grande melhoria em relação ao seu estilo anterior de filme baseado em cenários.

Destaque para a atuação de Hannaj Bang Bendz como Mina Harker e de Mark Topping como Van Helsing. Os dois conseguiram interpretar de forma convincente seus personagens, o que faz com que o espectador fique preso ao filme.

Infelizmente as cenas das lutas são bem fracas e clichês, o que não prejudica tanto a experiência do espectador.

Van Helsing (Mark Topping) A Furia do Dracula
Van Helsing (Mark Topping). Imagem: Divulgação

Vale a pena assistir “A Fúria do Drácula”?

“A Fúria do Drácula” é um filme que merece uma chance de ser assistido. A produção mostra uma reinvenção da história clássica que deu muito certo. Se o diretor tivesse um orçamento maior, o filme certamente faria muito sucesso nos cinemas.

Para os fãs dos filmes de terror, a produção não traz grandes sustos, mas é uma homenagem á história clássica.

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