Estreia nos cinemas um filme pouco divulgado mas que tem uma história muito interessante, a comédia familiar “Meu Pai é um Perigo. Robert De Niro brilha ao interpretar Salvo Maniscalco, pai do renomado comediante Sebastian Maniscalco, nesta história inspirada em sua relação real.

Essa não é a primeira vez que Sebastian e De Niro trabalham juntos, após o sucesso de sua primeira parceria em “O Irlandês”, dirigido por Martin Scorsese e indicado a dez prêmios Oscar, essa dupla talentosa se une novamente. Agora em uma história muito divertida, que tem como foco central a relação entre pais e filhos, e sobretudo, a aceitação do outro como ele é.

A história por trás da vida de Sebastian Maniscalco (no filme e na vida real)

No filme vamos acompanhar a história de Sebastian, um jovem filho de imigrantes italianos, que mora em Chigado e está prestes a pedir sua namorada em casamento. Mas antes disso seu pai, Salvo, precisa aprovar os pais da noiva, e eles decidem passar o feriado de 4 de julho na casa dos pais da noiva. Esse encontro, aparentemente inofensivo, acaba revelando que as duas famílias não têm absolutamente nada em comum.

Com a direção habilidosa de Laura Terruso, “Meu Pai é um Perigo” nos conduz por uma jornada repleta de risadas e situações hilárias. O filme nos envolve desde o início, usando a experiência pessoal de Sebastian Maniscalco como base para criar momentos autênticos e genuínos. Sebastian Maniscalco e Robert De Niro entregam performances carismáticas e memoráveis, com a habilidade do filme em explorar o talento cômico do protagonista e a química brilhante entre eles elevando a narrativa a outro nível.

As transições entre cenas são fluidas, permitindo que o espectador mergulhe nas emoções e nas reviravoltas da trama. Os diálogos são afiados e cheios de humor, ao mesmo tempo em que abordam temas universais relacionados à família e aos relacionamentos interpessoais.

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Vale a pena assistir?

O mais interessante da história é que apesar de retratar uma vivência muito especifica, qualquer pessoa pode se co-relacionar com ela. Tudo é bem simples, até os absurdos causados pelo pai, “velho e rabugento” de Sebastian. Além disso, o roteiro faz uma comparação muito profunda entre a criação e educação de Sebastian e Ellie. Ao mesmo tempo em que somos confrontados pelo jeito grosseiro e espalhafatoso de Salvo, percebemos a superficialidade dos pais de Ellie.

Robert De Niro nos últimos antes tem mesclado bastante o tipo de filme em que atua. Como por exemplo, O Estagiário. Ele entrega a atuação mais fiel e completa que pode, independente do roteiro que tem. E às vezes consegue tirar um suco forte e delicioso até mesmo de frutas mais secas. Esse aqui é o caso, porque, mesmo com um filme divertido, engraçado e emocionante, tudo é muito simples.

O resultado final também é um filme simples, mas com uma história que traz uma mensagem muito interessante, ainda mais por se tratar em algo baseado na vida do próprio protagonista. Com certeza a riqueza de detalhes em determinados momentos só poderiam vir de alguém que de fato viveu aquilo ali. É um filme surpreendentemente bom, para assistir em familia e quem sabe tirar uma ou outra lição da história.

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