O filme nos envolve com a antiga animação, clássicas aventuras apenas com Luffy, Usopp, Nami e Zoro e aposta em uma história divertida
A Paris Filmes está distribuindo os primeiros filmes do anime One Piece. No dia 17 de setembro, chega aos cinemas a obra “One Piece: O Grande Pirata do Ouro”, também conhecida pelos fãs com o título “One Piece: O Filme!”, lançada em 2000 no Japão, trazendo a nostalgia do bando inicial. Abraçando a animação clássica, o filme traz uma história simples mas que nos relembra a verdadeira motivação e determinação do bando do Chapéu de Palha.
O lançamento faz parte de um projeto da Paris Filmes, que tem o intuito de levar os três primeiros filmes de One Piece aos cinemas. O primeiro sendo “One Piece: O Grande Pirata do Ouro”; em seguida “One Piece: Aventura na Ilha Espiral”, com lançamento para o dia 22 de outubro e por fim “One Piece: O Reino de Chopper”, que estreia no dia 3 de dezembro.
Nesta obra acompanhamos a história do Pirata do Ouro, Woonan, do East Blue, que conseguiu conquistar cerca de um terço do ouro do mundo. Assim, muitos piratas buscam pelo mapa de Woonan e atrás da riqueza conquistada pelo pirata, entre eles está Eldoraggo. No entanto, o caminho de Eldoraggo cruza com o bando do Chapéu de Palha, e a gananciosa Nami, junto com Luffy, Zoro e Usopp chegam à ilha, em busca do tesouro.
Roteiro que aposta no simples
O clássico filme nos apresenta uma história “tradicional” do anime. Luffy acaba se esbarrando com um personagem que, de certa forma. Nesse filme o que acontece não é nada inovador. Luffy encontra do Tobio, que claramente precisa da ajuda do pirata. Tobio é um jovem garoto que tem o sonho de entrar para o bando de Woonan. Esse encontro acontece após o ouro dos Chapéu de Palha ser roubado pelo bando do Eldoraggo, bando que Tobio foi capturado.
Assim, entra Nami na história, com a ambição de pegar o ouro de volta e conquistar a riqueza de Woonan. Transformando a ganância da Nami e a ambição de Tobio no grande trama do filme.


Entramos então no quesito, Luffy salva o garoto, dá a esperança e a fé que ele precisa para ir atrás de Woonan. Enquanto a sub trama mascarada é a ganância da Nami pelo tesouro. O enredo é a clássica trama do anime, sem inventar coisas complicadas ou tensas demais, mesmo sendo uma obra de 2000, podemos captar essa essência nos 50 minutos de filmes.
A falta do Sanji, cozinheiro do bando, passa despercebido na trama, pois há uma amarração, que envolve os pontos característicos de cada personagem. Usopp brilha em seu momento de mentiras, trazendo o caos para salvar a pele.
O filme possui uma história simples, sem o aprofundamento dos personagens, o que pode gerar uma quebra de expectativa no telespectador. Mas é necessário ter a compreensão que essa é uma das primeiras obras cinemática de One Piece. Então podemos entender que há sim um cuidado em apostar no simples que dá certo ao invés de um história rebuscada que pudesse apresentar furos no roteiro.
A clássica reflexão que o anime pode passar
No final, o filme mostra que o verdadeiro tesouro são os amigos que encontramos no caminho (haha). Brincadeiras à parte, “One Piece: O Grande Pirata do Ouro” tem um plot bem reflexivo. Woonan devolve todo o ouro roubado e morre com o seu maior tesouro, a bandeira pirata e a amizade com o avô de Tobio.
Assim, o filme nos mostra que não importa a quantidade do ouro que tenhamos, o importante é sempre manter a pessoa que amamos por perto e cultivar isso com elas. Woonan se afastou do grande amigo, mas suas lembranças com ele não foram apagadas com o tempo, e isso pôde ser repassado para Tobio. Ao mesmo tempo, ele também conquista o seu desejo de ter todo o ouro que pudesse, e ao alcançar o objetivo, a ambição material se torna vazia.
Ps: A Nami não fica sem o tesouro, pois ela furta do navio de Eldoraggo, então tudo bem para a nossa personagem gananciosa favorita (haha).
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Lutas curtas e dublagem com boas referências
Zoro passa a maior parte do filme com o Luffy e seu destaque acontece na luta contra o Golass. Mas acaba sendo uma luta simples, o que decepciona um pouco, pois sempre esperamos lutar calorosas do espadachim.
Enquanto a luta do Zoro acontece em poucos minutos, a do Luffy contra Eldoraggo é um pouco intensa e divertida. Eldoraggo possui a Goe Goe no Mi, que lhe deu o poder de transformar os seus gritos em poderosos feixes de energia sonora. Com isso, Luffy acaba rebatendo o poder de uma forma inteligente, armazenando o grito com a barriga de borracha e jogando de volta ao adversário.
Simples assim, ele finaliza o Eldorado, o que acaba sendo legal de assistir. O Luffy costuma ser esperto contra os adversário, isso cria uma expectativa no telespectador de qual será o próximo passo do futuro Rei dos Piratas (e acaba sendo algo completamente diferente do imaginado).
O filme chega ao Brasil com a dublagem que está impecável. A direção de dublagem busca permanecer com as piadas, mas aproximando elas ao Brasil, com referências clássicas que sempre arrancam boas risadas. A versão brasileira reúne um elenco de peso na dublagem, com Carol Valença (Luffy), Glauco Marques (Zoro), Tati Keplmair (Nami) e Adrian Tatini (Usopp).


Nostalgia ao assistir One Piece
One Piece brinca muito com a fantasia, trazendo esse mundo irreal e caricato. Essa animação nos mostra que Oda sempre recorre ao irreal, com história que te envolve, mas uma animação que te prende do início ao fim, com a curiosidade de qual será a próxima bizarrice apresentada.
O antigo filme também traz a nostalgia da animação antiga, conforme os anos vão passando, as animações vão evoluindo e melhorando, mas assistir algo antigo pode trazer aos fãs a magia de quando iniciou a saga. Com um 2D desajustado, que encaixa com algo bem mais caricato, sendo o ponto forte da saga.
Vale a pena assistir: “One Piece: O Grande Pirata do Ouro”
SIM! O filme possui uma boa linearidade na história, apostando no simples que sempre dá certo para One Piece. Além disso, o destaque para dublagem, que reúne vozes já conhecidas pelos fãs, apostando nos trocadilhos brasileiros, que transforma a experiência visual agradável e divertida.
One Piece: O Grande Pirata do Ouro estreia nos cinemas no dia 17 de setembro.
Imagem de capa: Reprodução
Direção: Junji Shimizu
Roteiro: Eiichiro Oda, Michiru Shimada
Elenco: Mayumi Tanaka, Kazuya Nakai, Akemi Okamura, Kappei Yamaguchi, Takeshi Aono, Yuka Imai, Kappei Yamaguchi
Gênero: Aventura, animação
Duração: 51min
Classificação: 12 anos
Distribuidora: Paris Filmes


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