Hoje, 20 de novembro, o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra e Zumbi dos Palmares. A data é um lembrete de que devemos refletir sobre o passado escravista, assim como combater o racismo e as desigualdades. Também é um convite a celebrar e difundir a contribuição da cultura africana e afro-brasileira em todas as áreas da nossa sociedade.

O livro “Pequeno Manual Antirracista”, da filósofa e ativista Djamila Ribeiro, é um ensaio conciso e didático. O objetivo da autora é convidar o leitor (principalmente o não-negro) a refletir sobre a prática de atitudes antirracistas no cotidiano.

A obra parte da premissa de que não basta “não ser racista”; é preciso ser ativamente antirracista. Desse modo, a autora oferece um roteiro de 11 lições curtas e contundentes para combater o racismo estrutural no Brasil.

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Lição Central: como ser antirracista

A autora mostra que o racismo no Brasil é um problema estrutural e histórico e não apenas uma questão de caráter individual. Primeiramente, ela leva o leitor a entender o que é o racismo e como, historicamente, a população branca se beneficia do trabalho negro. A autora convida todos os leitores não-negros a entenderem: a branquitude é privilegiada, e todos precisam identificar o racismo internalizado, assim como os preconceitos que a sociedade nos ensina a reproduzir.

Djamila Ribeiro ressalta que tão importante quanto denunciar o racismo, é ser antirracista no cotidiano. Outro ponto importante do livro é que precisamos reconhecer e divulgar a história, cultura e resistência negra, ao invés de apenas focar nas histórias de dor e sofrimento. 

Dessa forma, deve-se fugir dos estereótipos impostos pela sociedade. Além disso, a autora afirma a importância de rever nossos hábitos de leitura, mídia, etc. Apoiar e consumir a produção intelectual e literária de autores negros é um ato antirracista.

Assim, ao defender políticas sociais para a população negra, Djamila Ribeiro deixa a mensagem de que a luta antirracista é uma responsabilidade de toda a sociedade, e não apenas de quem sofre o racismo. Portanto, “Pequeno Manual Antirracista” é uma boa forma de realizar essa jornada de engajamento na construção de uma sociedade mais justa.

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