Conheça cinco jogos que parecem leves e adoráveis, mas escondem histórias capazes de emocionar o jogador

Nem todo jogo que faz o jogador chorar precisa ter uma atmosfera sombria ou uma história de guerra. Às vezes, personagens fofinhos, cenários coloridos e uma trilha sonora tranquila são suficientes para esconder narrativas sobre luto, perdas, amizade e outros sentimentos difíceis de enfrentar.

Esse é o caso de Spiritfarer, um dos exemplos mais conhecidos de jogos fofinhos que conquistaram o público justamente por sua carga emocional. Mas ele está longe de ser o único. Confira cinco jogos que parecem leves e adoráveis, mas podem deixar o jogador pensando em suas histórias por muito tempo.

Spiritfarer

Em Spiritfarer, o jogador acompanha Stella, uma jovem responsável por conduzir espíritos até sua despedida final. A protagonista viaja em um barco ao lado de seu gato Daffodil e recebe diferentes passageiros durante a aventura.

Cada espírito possui sua própria personalidade, história e problemas. Antes de partir, eles precisam resolver algumas questões, e cabe ao jogador ajudá-los durante essa jornada.

Com uma estética desenhada à mão e mecânicas que envolvem cuidar do barco, cozinhar e cultivar alimentos, Spiritfarer pode parecer um jogo tranquilo à primeira vista. No entanto, sua história gira justamente em torno da despedida e da dificuldade de deixar alguém partir.

O jogador passa bastante tempo ao lado dos personagens e cria vínculos com eles antes de precisar se despedir. Por isso, Spiritfarer se tornou um dos jogos mais lembrados quando o assunto são histórias capazes de emocionar o público.

OMORI

À primeira vista, OMORI parece um RPG inspirado em jogos clássicos, com personagens coloridos e um grupo de amigos vivendo aventuras em mundos estranhos e fantásticos. O jogador controla Omori e explora diferentes cenários ao lado de Aubrey, Kel e Hero.

Por trás dessa aparência, no entanto, existe uma história muito mais pesada. Conforme a aventura avança, o jogo começa a revelar informações sobre o passado dos personagens e sobre os acontecimentos que cercam Omori.

OMORI utiliza a diferença entre seus momentos mais leves e os elementos sombrios da narrativa para surpreender o jogador. Temas como amizade, perda e culpa se tornam cada vez mais importantes conforme a história se aproxima de seu desfecho.

É justamente essa mudança que fez o jogo ganhar tanto espaço entre os fãs de RPGs independentes. Entre momentos divertidos e personagens aparentemente inocentes, OMORI esconde uma história que pode ser muito mais difícil de esquecer do que sua estética faz parecer.

To the Moon

Com gráficos inspirados nos RPGs clássicos, To the Moon acompanha os doutores Rosalene e Watts, que viajam através das memórias de pessoas à beira da morte para realizar artificialmente desejos que elas não conseguiram cumprir em vida.

A missão da dupla é ajudar Johnny, um homem idoso que possui um último desejo: viajar até a Lua. Para descobrir por que esse sonho é tão importante para ele, os cientistas precisam acompanhar diferentes momentos de sua vida.

Durante essa jornada, o jogador conhece a história de Johnny e de sua relação com River, sua esposa. Aos poucos, acontecimentos do passado ajudam a explicar as escolhas e os sentimentos que acompanharam os personagens durante anos.

Apesar de seu visual simples, To the Moon construiu uma forte reputação entre os fãs de jogos narrativos. A produção mostra que não é preciso ter gráficos realistas ou grandes cenas de ação para contar uma história capaz de atingir o jogador.

Night in the Woods

Night in the Woods apresenta um mundo habitado por animais cartunescos e acompanha Mae Borowski, uma gata que decide abandonar a faculdade e retornar para sua cidade natal.

De volta a Possum Springs, Mae reencontra antigos amigos e tenta descobrir o que mudou durante o tempo em que esteve fora. A rotina aparentemente tranquila da cidade, porém, começa a revelar problemas e acontecimentos cada vez mais estranhos.

O jogo mistura momentos engraçados com conversas sobre amadurecimento, relações familiares e a dificuldade de encontrar seu lugar no mundo. Grande parte da história está justamente na convivência entre Mae e as pessoas que fazem parte de sua vida.

Por isso, Night in the Woods pode atingir o jogador de maneiras diferentes. Sua história não depende apenas de grandes revelações, mas também de situações que podem ser reconhecidas por quem já enfrentou mudanças, inseguranças ou a sensação de não saber o que fazer da própria vida.

GRIS

GRIS é o mais diferente da lista. Com poucos diálogos e foco na narrativa visual, o jogo acompanha uma jovem chamada Gris, que se encontra perdida em seu próprio mundo enquanto lida com uma experiência dolorosa.

A aventura é marcada por cenários desenhados como pinturas e por uma trilha sonora que acompanha cada momento da história. Ao longo da jornada, os sentimentos da protagonista se manifestam em seu vestido, que concede novas habilidades para explorar o mundo.

Embora o jogo não explique diretamente todos os acontecimentos, sua história utiliza imagens, cores e mudanças no cenário para transmitir a jornada emocional da protagonista. Aos poucos, Gris evolui e passa a enxergar o mundo de outra forma.

Entre os jogos fofinhos desta lista, GRIS talvez seja o que menos precisa de palavras para causar impacto. Sua história mostra como uma experiência aparentemente simples pode transmitir sentimentos complexos apenas por meio de imagens, música e da própria jornada da protagonista.

Se Spiritfarer já fez você chorar enquanto cuidava de espíritos e navegava ao lado de um gato, talvez seja melhor preparar os lenços antes de conhecer os outros jogos desta lista. Por trás de personagens adoráveis e mundos coloridos, essas histórias mostram que uma aparência fofa não significa que o jogador sairá da aventura com o emocional intacto.

Crédito da capa: Divulgação/Nintendo

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