Autora explora passagem do cometa Halley para discutir infância e juventude nos anos 1980

A pesquisadora Maria Brant estreia na literatura com “O Ano do Cometa”, ambientado em 1986. O ano em questão foi simbólico por ser quando o cometa Halley passou pela Terra pela última vez, assim como o desastre nuclear de Chernobyl, que deixou todo o mundo em alerta.

Do mesmo modo, a autora conecta esses dois eventos ao clima político do Brasil que vivia a redemocratização. “O Ano do Cometa” acompanha as irmãs Íris, Rosa e Violeta durante os doze meses de 1986. Na expectativa pela passagem do cometa Halley que se aproxima, o Brasil havia acabado de encerrar 21 anos de ditadura militar.

Dessa forma, as irmãs são obrigadas a lidar com a perda do tio. Quando o desastre de Chernobyl na Ucrânia Soviética afeta todo o mundo, as irmãs, assim como todos os brasileiros, precisam lidar com o pânico mundial e com o medo de que a contaminação chegue ao Brasil.

Maria Brant descreve como a resiliência molda a infância e a juventude das jovens. O livro é repleto de metáforas astronômicas e cotidianas. Esse jogo de palavras mostra como eventos históricos podem interferir na nossa vida privada. A obra descreve como se lida com eventos adversos do mundo, ao mesmo tempo em que se busca solucionar segredos do passado.

Quem é Maria Brant

Maria Brant nasceu em São Paulo, em 1976. Mestre em direitos humanos pela London School of Economics e também doutora em relações internacionais pela Universidade de São Paulo (USP). Além disso, é pesquisadora da área de relações internacionais com foco em direitos humanos e saúde global. Agora, estreia como escritora com “O Ano do Cometa”. A obra está disponível na Amazon.

Imagem de capa: Fósforo Editora

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