O vencedor do Oscar construiu uma das filmografias mais respeitadas de Hollywood e influenciou gerações de atores

Robert Duvall, um dos atores mais respeitados da história do cinema, morreu aos 95 anos e encerra uma carreira que ajudou a moldar gerações de cinéfilos. Sete vezes indicado ao Oscar e vencedor por A Força do Carinho, ele construiu uma filmografia monumental e se tornou referência absoluta de interpretação naturalista em Hollywood.

A morte foi confirmada por sua esposa, Luciana, que informou que o ator faleceu em casa, em seu rancho na Virgínia. Longe dos holofotes fora das telas, Duvall sempre cultivou uma postura reservada. Em cena, no entanto, entregava atuações intensas, técnicas e profundamente humanas. A causa da morte do ator não foi divulgada.

O público o eternizou como Tom Hagen nos dois primeiros filmes de O Poderoso Chefão, braço direito da família Corleone. Depois, consolidou ainda mais seu legado como o excêntrico tenente-coronel Kilgore em Apocalypse Now, papel que rendeu uma das falas mais icônicas da história do cinema. Ele também marcou época em O Grande Santini, Lonesome Dove e no autoral O Apóstolo, projeto que escreveu, dirigiu e financiou.

Pronunciamento da família nas redes sociais do ator

Antes da fama, Duvall estudou teatro em Nova York ao lado de Dustin Hoffman e Gene Hackman, período que definiu sua disciplina artística. Sua carreira transitou entre blockbusters e produções independentes sem distinção. Ele evitava caricaturas e buscava a verdade emocional de cada personagem, filosofia que defendia como essência do ofício.

Robert Selden Duvall nasceu em 5 de janeiro de 1931, em San Diego, Califórnia e deixa sua esposa, Luciana Pedraza.

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