Entre a cultura baiana, a psicologia e as suas memórias familiares, Paloma Amado construiu um universo onde o costume se torna literatura. Em suas obras, ao contar a história da culinária e do cotidiano baiano, ela revela uma identidade vibrante que é um verdadeiro patrimônio do Brasil.
Além disso, conhecer sua trajetória é reencontrar o passado de Jorge Amado e Zélia Gattai. Filha de dois dos maiores escritores da literatura brasileira, ela transcendeu o papel de herdeira e transformou o acervo dos pais em um projeto de curadoria que hoje é essencial na Bahia.
Paloma Jorge Amado nasceu em 19 de agosto de 1951 em Praga, na antiga Tchecoslováquia, durante o exílio dos pais. Filha mais nova dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, formou-se em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Atualmente à frente do Memorial Casa do Rio Vermelho, Paloma Amado dedica-se à salvaguarda de um acervo que reúne memória, arte e objetos pessoais. Saiba mais sobre a trajetória e o legado biográfico desta artista e intelectual.
Os sentidos através da memória e dos sabores baianos
Foi presidente da Fundação Casa de Jorge Amado entre 2001 e 2003 e continuou como membro diretor e atuante na instituição. Atualmente, é a curadora do Memorial Casa do Rio Vermelho, onde gere o acervo e os direitos autorais da obra de seu pai. Entre as obras mais famosas de Paloma estão: “A Comida Baiana de Jorge Amado” (1994), talvez seu trabalho de maior repercussão. A autora realiza uma pesquisa sobre as principais referências gastronômicas na obra de seu pai.
Também é autora de “ABC dos 50 anos de amor de Zélia e Jorge” (1995),“As frutas de Jorge Amado” (1997), assim como organizadora de “Com o mar por meio: uma amizade em cartas” (2017), uma seleção entre correspondências trocadas entre Jorge Amado e José Saramago, com notas escritas por ela.
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O estilo literário de Paloma Amado é definido como sensorial e afetivo. Paloma encontrou espaço na literatura ao narrar sua vivência, interligando a memória, gastronomia e o cotidiano. Ao falar sobre as comidas baianas, ela não apenas cria um livro de receitas, mas uma tradução de sabores, aromas e natureza.
Além disso, seus textos são um diálogo, valorizando o clássico e criando um novo ponto de vista feminino. Paloma Amado não procurou fugir ou se isolar do legado de seus pais. Mas sim, criar um trabalho novo usando suas referências como material. Ao explorar o passado desses dois grandes escritores, ela traz uma nova visão contemporânea e lúdica.
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