Um spoiler já foi, falta outro. Além disso, interessante explicação do porquê de as bruxas não gostarem mais de usar vassouras

O episódio “Algo Oculto e Impuro” pode parecer curto para muitos, e eu entendo essa percepção. De fato, ele foi mais breve do que o esperado, mas não acredito que tenha sido menor do que o necessário. Desde o terceiro episódio, Agatha Desde Sempre tem avançado rapidamente, com cada novo obstáculo recebendo menos atenção.

Isso acontece porque o foco não está nas provações individuais, mas sim na história maior que está sendo contada. Por isso, faz sentido que o capítulo, onde Agatha e seu grupo entram em uma típica cabana de terror dos anos 80, tenha sido mais rápido e direto. Sinceramente, não senti que algo estava “faltando“.

Review | Agatha Desde Sempre: Algo Oculto e Impuro
Reprodução: Disney+

É verdade que o episódio poderia ter sido mais lento, com mais explicações e espaço para as atrizes brilharem. Embora entenda esse ponto, não vejo como um problema, exceto pelo fato de que ver mais do elenco, especialmente Kathryn Hahn, é sempre bom. No entanto, prefiro algo ágil e eficiente a algo lento e cansativo, especialmente quando se trata de adaptações de quadrinhos. Atualmente, filmes longos e repetitivos têm se tornado comuns, mesmo quando o material não justifica tanto tempo, como no recente Deadpool & Wolverine. Felizmente, as séries da Marvel, especialmente as de Jac Schaeffer, têm equilibrado bem o tempo e a narrativa.

O episódio “Algo Oculto e Impuro” acerta em cheio nos figurinos, penteados e direção de arte. A cabana dos anos 80 é o exemplo perfeito, evocando clássicos como Sexta-Feira 13 e Evil Dead. Em poucas tomadas, a ambientação está totalmente estabelecida, criando um espaço reconhecível mesmo para quem não viu os filmes originais. Além disso, elementos como a tábua ouija, possessão demoníaca e fantasmas enriquecem a atmosfera. O uso de poderes pela primeira vez também é um ponto alto. O episódio ainda começa mostrando a chegada das Sete de Salem pela “porta aberta”, um detalhe interessante que remete ao encantamento que trouxe Rio Vidal para o Caminho das Bruxas.

Review | Agatha Desde Sempre: Algo Oculto e Impuro
Reprodução: Disney+

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Durante os eventos na cabana, o foco está em Agatha. O espírito de sua mãe, Evanora (Kate Forbes), aparece buscando vingança e afirmando que Agatha nasceu má. Além disso, o nome Nicholas Scratch, filho de Agatha nos quadrinhos, ganha uma mençao nesse episódio. Mas o destaque vai para o embate entre Agatha e Alice, que termina com Agatha sugando os poderes de Alice e a matando. Esse momento reforça Agatha como vilã, algo que considero essencial, já que a transformação de vilões em anti-heróis é um padrão muito comum hoje em dia. No entanto, há uma suspeita de que Agatha estava possuída por alguém, possivelmente Nicholas Scratch.

A tiara que aparece ao final, ecoando a faixa azul de seu figurino, não deixa muitas dúvidas sobre a identidade do personagem, assim como a manifestação de seus poderes. No entanto, ainda resta a dúvida: será que o Jovem está agindo por conta própria ou está sendo controlado? Essas perguntas provavelmente serão respondidas em breve, e espero que o próximo episódio revele de vez quem ele é, para que a série possa focar em outras questões além desse mistério.

Review | Agatha Desde Sempre: Algo Oculto e Impuro
Reprodução: Disney+

Antes de encerrar, reitero que um episódio deve durar o tempo que a história exige. No caso de “Algo Oculto e Impuro“, poucos minutos foram suficientes. E, apesar de a série parecer um filme dividido em partes, isso não é um problema, pois as fronteiras entre cinema e TV estão cada vez mais difusas. Agora, resta torcer para que Agatha permaneça vilã, pois ela funciona melhor assim.

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