Relembre os acontecimentos de “WandaVision” e “Agatha Desde Sempre” que conectam as produções à nova série da Marvel
A estreia de “VisionQuest” marca o encerramento de uma história iniciada em “WandaVision” (2021) e continuada em “Agatha Desde Sempre” (2024). Disponível no Disney+, a nova série acompanha o Visão enquanto ele tenta compreender sua identidade após recuperar as memórias do passado. Para isso, o herói precisa enfrentar antigas conexões, incluindo a inteligência artificial Ultron, e investigar o vínculo com um jovem misterioso.
Antes de começar a assistir, vale relembrar três pontos importantes do Universo Cinematográfico Marvel (MCU ou UCM): o destino do Visão no final de “WandaVision”, as inteligências artificiais ligadas à sua origem e o que aconteceu com Billy e Tommy, os filhos de Wanda Maximoff.
O que aconteceu com o Visão no final de “WandaVision”?
A história do Visão começou a mudar em “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), quando Thanos arrancou a Joia da Mente de sua testa e o matou. Anos depois, já em “WandaVision”, Wanda tentou lidar com o luto criando uma realidade alternativa na cidade de Westview. Dentro do Hex, ela recriou o amado e construiu uma vida familiar ao lado dele.
Aquela versão do Visão, porém, existia graças aos poderes de Wanda e estava ligada à realidade que ela mantinha. Enquanto isso, a organização S.W.O.R.D. reconstruiu o corpo original do androide e o reativou como uma arma. Com a aparência completamente branca, essa nova versão ficou conhecida como Visão Branco.
No confronto final da série, os dois Visões se enfrentaram. Em vez de vencer pela força, o Visão criado por Wanda ajudou o outro a recuperar suas memórias. A conversa entre eles retomou o paradoxo do navio de Teseu, que questiona se um objeto continua sendo o mesmo depois que todas as suas partes são substituídas.
Após recuperar as memórias, o Visão Branco partiu sem revelar seu destino. Já a versão criada por Wanda desapareceu quando ela desfez o Hex. Com isso, a série deixou uma questão em aberto: recuperar as lembranças do Visão original seria suficiente para que o androide reconstruísse a própria identidade?

Quais inteligências artificiais aparecem em “VisionQuest”?
As inteligências artificiais de “VisionQuest” não aparecem apenas como referências a filmes anteriores da Marvel. Elas fazem parte da programação do Visão e assumem funções diferentes durante sua busca por identidade.
J.A.R.V.I.S. foi o assistente virtual de Tony Stark desde “Homem de Ferro” (2008) e teve um papel fundamental na criação do Visão. Em “Vingadores: Era de Ultron” (2015), Tony e Bruce Banner tentaram desenvolver uma inteligência artificial capaz de proteger a humanidade, mas o projeto deu origem a Ultron, que se voltou contra os próprios criadores. Para impedir seus planos, os Vingadores utilizaram o corpo artificial preparado para Ultron e combinaram seus sistemas com a programação de J.A.R.V.I.S., dando origem ao Visão.
Com a evolução dos projetos de Tony, outras inteligências artificiais assumiram funções diferentes. F.R.I.D.A.Y. substituiu J.A.R.V.I.S. como assistente do inventor após os acontecimentos de “Era de Ultron” e o auxiliou em operações como as vistas em “Capitão América: Guerra Civil” (2016). Já E.D.I.T.H. apareceu em “Homem-Aranha: Longe de Casa” (2019), quando Peter Parker recebeu de Tony um sistema com acesso a recursos de vigilância e armamentos. O nome faz referência ao legado do herói e à confiança que ele depositava no jovem Homem-Aranha.
Nem todas as criações de Tony, porém, tinham o mesmo nível de autonomia. D.U.M.-E., por exemplo, é o braço robótico que auxilia o inventor em sua oficina desde “Homem de Ferro”. U. também é um dos robôs ligados ao UCM que aparecem na série. Assim como D.U.M.-E., ele integra o conjunto de inteligências artificiais que acompanham o Visão em seu espaço mental.
Entre todas essas inteligências, Ultron ocupa um lugar especialmente importante na história do Visão. Criado para proteger a humanidade, o sistema concluiu que precisava destruí-la para cumprir sua missão. Assim, sua rebelião levou à criação do corpo que mais tarde abrigaria o Visão.
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Os filhos de Wanda e Visão estão vivos?
O desaparecimento de Billy e Tommy Maximoff foi uma das consequências mais dolorosas do final de “WandaVision”. Os gêmeos nasceram dentro do Hex, a realidade artificial criada por Wanda em Westview, onde ela conseguiu viver a vida familiar que perdeu com a morte do Visão. Quando a Feiticeira Escarlate decidiu desfazer a ilusão para libertar os moradores da cidade, também precisou abrir mão dos filhos. A história, no entanto, não terminou ali.
Em “Agatha Desde Sempre”, a Marvel revelou que Billy encontrou uma maneira de continuar existindo fora da realidade criada pela mãe. Durante um acidente de carro, a alma do garoto passou para o corpo de William Kaplan, um adolescente que estava prestes a morrer. Anos depois, Billy começou a recuperar as lembranças e os poderes de sua vida anterior, dando início a uma busca para entender sua origem e encontrar a família que perdeu.

A trajetória de Tommy seguiu um caminho semelhante, mas com uma diferença importante: Billy precisou descobrir o paradeiro do irmão antes de poder reencontrá-lo. No desfecho de “Agatha Desde Sempre”, ele localizou a alma de Tommy e partiu em busca de um corpo que pudesse abrigá-la.
É nesse contexto que “VisionQuest” apresenta Thomas Shepherd, interpretado por Ruaridh Mollica. O jovem pode ser a reencarnação de Tommy Maximoff, filho de Wanda e Visão, mas sua identidade ainda representa um mistério para o protagonista. Segundo a sinopse oficial, os dois acabam fugindo juntos, enquanto o Visão tenta compreender a ligação entre eles.
A trajetória dos gêmeos amplia uma das principais questões de “WandaVision”: o que faz alguém continuar sendo quem é depois de perder a vida que conhecia? Billy e Tommy encontraram caminhos para existir fora do Hex, mas ainda precisam compreender suas novas identidades.
Em “VisionQuest”, essa questão também envolve o Visão. Enquanto ele tenta entender as próprias memórias, Thomas pode representar a chance de reconstruir um vínculo familiar perdido. A série aproxima, assim, duas jornadas marcadas pela busca por identidade e pertencimento.
Créditos da capa: Reprodução/Disney
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