Autor transforma memórias pessoais em manifesto pela mudança social

Está em pré-venda pela Zahar (Companhia das Letras), “14 de maio: Lições de resistência ao Racismo” do professor e ativista Helio Santos. Na obra, que é um ensaio memorialístico, o autor demonstra que, apesar dos avanços, a nossa sociedade vive à sombra de uma abolição “inconclusa”.

Dessa forma, ao adotar uma prosa, o autor entrelaça vivências individuais e crítica social, assim realizando uma análise profunda sobre a realidade brasileira. O relato pessoal serve de base para reflexões sobre a urgência da equidade racial. A obra defende que essa é a condição indispensável para a consolidação de uma democracia plena no Brasil.

“Eu me formei ouvindo intelectuais negros como o professor Helio Santos. A vida me deu a sorte de ser um de seus milhões de aprendizes.”

Emicida

“Professor Helio Santos é um intelectual brasileiro da maior qualidade. Nas reflexões sobre desigualdade racial, consegue combinar a realidade nua e crua à esperança equilibrista.”

Flávia Oliveira

Trajetória de Helio Santos

Doutor em Administração pela FEA-USP e Professor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Helio Santos é uma das vozes mais influentes do país no combate às desigualdades. Desse modo, com mais de 50 anos de ativismo, foi pioneiro ao fundar e presidir o Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de São Paulo em 1984. No ano seguinte, foi o único representante negro na Comissão dos Notáveis durante o processo da Assembleia Constituinte.

Além disso, coordenou o Grupo de Trabalho Interministerial de Valorização da População Negra no governo Fernando Henrique Cardoso. Entre suas obras, destaca-se “A busca de um caminho para o Brasil: A trilha do círculo vicioso” (2000), referência para pesquisa. Atualmente, é o presidente do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra) e  dessa forma, colabora com organizações estratégicas da sociedade civil.

Imagem de capa: Reprodução | Folhapress | Foto: Rafael Martins