Com a segunda temporada recém-chegada ao streaming, a comédia acompanha cinco amigos tentando sobreviver à vida adulta
A produção da FX “Adults” acompanha Samir, Billie, Paul Baker, Issa e Anton, cinco amigos que vivem juntos na casa de infância de Samir, em Nova York. Entre refeições compartilhadas, constrangimentos e uma coleção impressionante de decisões questionáveis, o grupo tenta descobrir como se tornar adultos melhores.
Com a segunda temporada recém-chegada ao Disney+, “Adults” merece entrar no radar de quem sente falta de uma boa sitcom sobre amizade. Mas não espere encontrar uma nova versão de “Friends”.
Ninguém sabe o que está fazendo
Há algo imediatamente reconhecível na dinâmica dos cinco protagonistas de “Adults”. Eles estão longe de ter uma vida perfeita e, entre uma decisão questionável e outra, frequentemente conseguem transformar problemas simples em verdadeiros desastres. E é assim que o humor da série se torna tão diferente.
A produção acompanha uma geração para a qual a promessa de chegar à vida adulta com tudo resolvido parece cada vez menos realista. Trabalho, relacionamentos, família, redes sociais e as incertezas sobre o futuro fazem parte da rotina dos personagens. Apesar disso, eles precisam descobrir quem querem ser enquanto lidam com a pressão de já deveriam ter essa resposta.
Criada por Ben Kronengold e Rebecca Shaw, a série nasceu da tradição das chamadas “hangout comedies”, produções que consistem em acompanhar personagens que gostam de passar tempo juntos. Os próprios criadores já citaram séries como “Friends”, “Broad City”, “Girls” e “Living Single” entre as referências que ajudaram a construir a produção.
Amizade como principal
Apesar das situações absurdas e do humor que frequentemente flerta com o constrangimento, a série funciona porque entende uma coisa simples: para muita gente nos vinte e poucos anos, os amigos são as relações mais importantes da vida. Muitas vezes, inclusive, eles acabam se tornando uma espécie de família improvisada.
Essa ideia está no centro da série desde sua criação. Rebecca Shaw já descreveu a produção como uma espécie de carta de amor aos amigos e à intensidade que essas relações assumem durante essa fase da vida. Ela aborda o quanto amizades podem ser tão íntimas e emocionalmente importantes quanto relacionamentos românticos.
Malik Elassal, Lucy Freyer, Jack Innanen, Amita Rao e Owen Thiele interpretam amigos que se conhecem bem até demais. Els sabem exatamente quais botões apertar, quais inseguranças evitar e até onde podem levar uma brincadeira antes que ela se transforme em uma discussão.
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Além das câmeras

A química entre Samir, Billie, Paul Baker, Issa e Anton não é apenas um acidente feliz de escalação. Durante a produção da série, os cinco atores desenvolveram uma amizade tão próxima que o próprio elenco passou a falar abertamente sobre o vínculo criado entre eles.
Em entrevista à Television Academy, Owen Thiele resumiu a experiência dizendo que o grupo se tornou “amigo instantaneamente”, enquanto Lucy Freyer destacou a conexão especial entre os atores. O elenco também contou que passou a compartilhar experiências pessoais e criar vínculos que ultrapassaram o trabalho na série.
Mais recentemente, em uma brincadeira da Marie Claire para testar o quanto os atores conheciam uns aos outros, a publicação destacou justamente como a amizade construída ao longo das duas temporadas se tornou parte da identidade do elenco.
Mais recentemente, os cinco atores participaram de uma brincadeira da Marie Claire para testar o quanto conheciam uns aos outros. O resultado deixou evidente a proximidade construída pelo elenco durante as gravações. Assim, para a publicação, a amizade entre Malik Elassal, Lucy Freyer, Jack Innanen, Amita Rao e Owen Thiele ultrapassou as telas e transformou o grupo em amigos dentro e fora da série.
Segunda temporada
A segunda temporada da série estreiou em 27 de agosto e apresenta um novo rumo para o grupo. Os personagens continuam presos entre a vontade de serem adultos responsáveis e a tendência de tomar decisões que provam exatamente o contrário.
No entanto, agora a série também aprofunda questões que fazem parte dessa fase da vida: relacionamentos mudando, expectativas sobre o futuro e a dificuldade de perceber que crescer também significa ver as pessoas ao seu redor seguirem caminhos diferentes.
Além disso, ainda há espaço para situações muito específicas de uma geração que cresceu na internet. Uma das histórias, por exemplo, envolve a preocupação com rastros digitais e conteúdos antigos que podem reaparecer no momento menos conveniente possível. É o tipo de problema que dificilmente apareceria em uma sitcom dos anos 1990, mas que faz completo sentido para uma geração que cresceu com a internet.
Por que você deve assistir “Adults”?
Se você está procurando uma série leve, divertida e que fale sobre os dilemas de crescer sem transformar a vida adulta em uma fórmula pronta, ela merece entrar na sua lista. Assim, com humor, situações caóticas e personagens que estão tão perdidos quanto qualquer pessoa nos vinte e poucos anos, a produção apresenta uma visão mais próxima da realidade da Gen Z sobre crescer.
É uma sitcom fácil de maratonar, com uma boa dinâmica entre o elenco e histórias que conseguem ser absurdas sem deixar de parecer familiares. Para quem quer acompanhar uma comédia que entende a vida adulta pelo olhar de uma nova geração, “Adults” é uma boa pedida.
Créditos da capa: IMDb
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